O E190-E2 é o primeiro avião a jato da Widerøe, empresa que já tem mais de 80 anos de mercado (Thiago Vinholes)

O E190-E2 é o primeiro jato da Widerøe, empresa que já tem mais de 80 anos de mercado (Thiago Vinholes)

A Embraer entregou nesta quarta-feira (4) o primeiro jato E190-E2 produzido em série para a companhia Widerøe, da Noruega, em cerimônia realizada na sede da fabricante em São José dos Campos (SP). A empresa aérea, considerada a maior no setor de aviação regional da Escandinávia, iniciará as operações comerciais com o novo avião no final deste mês.

“Em 2013, quando anunciamos o lançamento do programa E-Jets E2 em Le Bourget (Paris Air Show), dissemos que entregariamos o primeiro avião até o primeiro semestre de 2018. E aqui estamos nós, ainda na metade do primeiro semestre, O desenvolvimento correu perfeitamente e conseguimos entregar esse avião fantástico dentro do prazo”, celebrou Paulo Cesar de Silva e Souza, presidente e CEO da Embraer, durante a entrega do primeiro E190-E2.


“Estamos orgulhosos de fazer parte da família Embraer e voltar a voar com uma aeronave dessa empresa”, disse Stein Nilsen, CEO da Widerøe, que entre 1992 e 1998 operou três turbo-hélices EMB-120 Brasília.

Ao todo, a empresa norueguesa fez uma encomenda para até 15 E-Jets 2, sendo três pedidos firmes para o E190-E2 e direitos de compra para mais 12 modelos E2 – a empresa também tem interesse no E175-E2, que chega ao mercado em 2021.

“É o avião ideal para a Widerøe, que está introduzindo jatos pela primeira vez nos 84 anos de história da empresa”, disse Nilsen. “Estou convencido de que nossos passageiros vão adorar a cabine, nossas equipes de operações vão adotar a nova tecnologia, enquanto nosso time financeiro apreciará a economia que a aeronave traz”, completou.

O E190-E2 pode voar por mais de 5.300 km (Thiago Vinholes)

O E190-E2 pode voar por mais de 5.300 km (Thiago Vinholes)

As outras duas aeronaves encomendadas pela Widerøe já estão em estágio avançado de produção, próximas de serem concluídas e entregues, o que segundo a Embraer deve acontecer em poucos meses. Os próximos clientes do E2 serão a Air Astana, do Cazaquistão, e a Beibu Gulf, da China. Os novos jatos são construídos em uma linha de montagem híbrida juntos dos modelos da primeira geração.

O E190-E2 pode ser equipado com até 114 assentos (Thiago Vinholes)

O E190-E2 pode ser equipado com até 114 assentos (Thiago Vinholes)

E-Jets 2

Quem observa o E190-E2 desatento não consegue perceber com clareza as diferenças entre o novo avião e o modelo da primeira geração. No entanto, um olhar mais atento pode encontrar mudanças importantes.

A principal diferença está nos motores, que aumentaram significativamente: o E2 é equipado com o novo motor turbofan da linha Pure Power desenvolvido pela Pratt & Whitney – motores dessa mesma família também equipam aeronaves como o Airbus A320neo e os Bombardier C Series.

O E190-E2 é equipado com o novo motor da linha Pure Power desenvolvido pela Pratt & Whitney (Thiago Vinholes)

O E190-E2 é equipado com o novo motor da linha Pure Power desenvolvido pela Pratt & Whitney (Thiago Vinholes)

As mudanças continuam nas asas, que foram completamente redesenhadas e ficaram maiores. Segundo a companhia, as novas asas do E2 foram projetadas para oferecer o máximo de eficiência. Outra alteração evidente está no conjunto de trem de pouso, que está mais alto devido ao maior diâmetro dos motores.

O E190-E2 também foi equipado com novos comandos de voo, desta vez 100% computadorizados, o que a indústria chama de “full fly-by-wire”. Na geração anterior, os controles são divididos entre comandos mecânicos e fly-by-wire.

O E190-E2 da Wideroe tem assentos com 29 polegadas de espaço entre os assentos (Thiago Vinholes)

O E190-E2 da Widerøe tem assentos com 29 polegadas de espaço entre os assentos (Thiago Vinholes)

Com todas essas alterações, a Embraer garante que o E2 é a aeronave de corredor único mais eficiente do mercado. Em termos de consumo, o E190-E2 apresenta uma melhoria de 17,3% em relação ao E190 da primeira geração. Com essa melhoria, a autonomia do jato subiu para cerca de 5.330 km, contra 4.540 do primeiro E190.

“Hoje estamos lançando uma nova Embraer. Esse produto será muito importante para a empresa nos próximos anos, abrindo novos caminhos e permitindo nossa entrada em novos mercados”, prevê o presidente da Embraer.

A Wideroe já operou o turbo-hélice Brasília na década de 1990 (Norsk Luftartsmuseum)

A Wideroe já operou o turbo-hélice Brasília na década de 1990 (Norsk Luftartsmuseum)

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