Projeção artística de como seria o A380 com as cores da Virgin Atlantic (Airbus)

Projeção artística de como seria o A380 com as cores da Virgin Atlantic (Airbus)

A Virgin Atlantic, companhia aérea do Reino Unido comandada pelo bilionário Richard Branson, finalmente cancelou seu pedido por seis jatos Airbus A380, como mostram os dados mais recentes da fabricante europeia.

A empresa britânica foi um dos primeiros clientes do A380, tendo assinado o contrato em 2001. No entanto, as entregas das aeronaves, que pelo plano original deveriam começar em 2006, foram adiadas pela companhia em diversas oportunidades.



Enquanto adiava as entregas do A380, a Virgin preferiu durante esse período encomendar modelos widebody birreatores, como o Boeing 787-9 e o Airbus A350-1000.

“Não foi uma decisão difícil de ser tomada”, disse Craig Kreeger, CEO da Virgin Atlantic, em entrevista coletiva nesta semana em Londres durante o anúncio de lançamento da nova classe economica da companhia, citado pelo jornal britânico Businessday. “Foi bom ter (o A380) como uma opção caso o mundo mudasse de uma maneira que fizesse sentido, mas não vimos uma real oportunidade de adquirir esses aviões”.

O executivo ainda acrescentou que a Virgin negocia com a Airbus para adquirir mais unidades do A350-1000 – a empresa já encomendou 12 exemplares da maior versão do A350 XWB.

“Acreditamos que o A350-100 servirá melhor aos nossos clientes e à nossa rede, e nos permitirá continuar reduzindo as emissões de carbono de nossa frota, por meio de nosso investimento contínuo em aeronaves mais silenciosas e mais eficientes em termos de combustível”, acrescentou Kreeger.

Com a desistência da Virgin, o número de pedidos pelo A380 caiu para 331 unidades, dos quais 222 foram entregues. A encomenda mais recente pelo maior avião de passageiros do mundo partiu da Emirates Airline, que assinou em fevereiro um contrato firme para adquirir 20 aeronaves e opção para mais 16 unidades.

A Airbus planeja entregar 12 unidades do A380 neste ano, ritmo que deve ser mantido somente até o próximo ano. A partir de 2020, a fabricante planeja entregar apenas seis aeronaves por ano.

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