CRJ-200 da Amszonas Del Paraguay (Divulgação)

Após um longo período em que perdeu rotas internacionais, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, passará a ter uma ligação diária com Assunção, no Paraguai. A companhia Amaszonas Del Paraguay requisitou autorização para ligar as duas cidades a partir de 2 de janeiro de 2018 com aeronaves Bombardier CRJ-200, com capacidade para 50 passageiros.

Os voos sairão todos os dias às 13h30 de Viracopos com pouso previsto para às 15h30 no Aeroporto Silvio Pettirossi. O retorno ocorre às 16h20 com chegada em Campinas às 18h20. Do terminal paraguaio, os passageiros poderão seguir em conexão para destinos como Ciudad Del Este, Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), Salta (Argentina) e Iquique (Chile), entre outros.


A Amaszonas é uma companhia de origem boliviana fundada em 1998. Em 2015, a empresa expandiu suas operações ao adquirir a companhia uruguaia BQB, transformada em Amaszonas Del Uruguay, e também fundou a Amaszonas de Paraguay em parceria com a Air Nostrum, da Espanha. Sua frota consiste de três unidades do jato canadense.

Não se trata da primeira vez que a empresa inaugura voos para o Brasil. Em 2014, a matriz boliviana chegou a operar por um curto período voos de Santa Cruz de La Sierra para Campo Grande. Já a nova companhia paraguaia já tem autorização para voar para Campo Grande a partir do 1º de novembro assim como estreará um voo no mesmo dia para Curitiba. No dia 7 de novembro será a vez de Porto Alegre e, em 29 de dezembro, Florianópolis – todas com destino a Assunção.

Sobrou a Azul

Viracopos chegou a experimentar uma expansão nos voos internacionais logo após o aeroporto ser concedido. Além da TAP, que já voava para Lisboa, companhias como American Airlines e Copa passaram a operar a partir de Campinas, mas foi a Azul que realmente criou uma ligação mais consistente para o exterior com voos para os Estados Unidos e Portugal (substituindo sua parceira TAP). Destas, apenas a companhia aérea brasileira continua oferecendo rotas internacionais do aeroporto. Ao menos ela não estará mais sozinha em 2018.

Veja também: Azul prepara subsidiária no Uruguai