Este A320 passou por uma bela provação: não só o radome, mas também o para-brisas foi afetado severamente

Este A320 passou por uma bela provação: não só o radome, mas também o para-brisas foi afetado severamente

Apesar de o céu ser, digamos, um espaço bastante generoso, há vários ocupantes nele, sobretudo os “pioneiros” pássaros. Por essa razão, aviões são preparados durante sua concepção para suportar o choque com esses animais, que a uma certa velocidade, podem produzir estragos imensos. Mas eles não são os únicos “objetos” voadores no caminho das aeronaves. O gelo produzido por tempestades de granizo é outro causador de problemas para a aviação.

Embora hoje os radares e satélites consigam evitar que aviões percorram regiões onde há tempestades severas, muitas vezes o granizo pode surgir de onde menos se espera: “O problema é que o granizo é mais ou menos invisível até que ele atinge o avião”, explica um piloto de 737 de uma companhia aérea americana, em relato ao Airline Geek. Segundo ele, o gelo não é como a chuva que despenca verticalmente da base da nuvem, em geral. Ele pode vir da parte inferior ou superior da formação.


Nos últimos dias, um Airbus A320 da China Southern Airlines fez um pouso seguro após ser severamente atingido por uma tempestade de granizo. Nesse caso, as partes mais afetadas foram o radome (no bico do avião) e o para-brisa, que ficou estilhaçado. Apesar do estado em que ficou, o jato não teve sua segurança comprometida porque, mesmo com o nariz avariado, o avião continua voando normalmente.

A visibilidade prejudicada também pode ser compensada pelo uso dos instrumentos do aparelho, como se ele estivesse pousando em meio a uma nuvem. Além disso, o para-brisas do avião é composto de várias lâminas justamente para resistir a grandes impactos sem que atinja os tripulantes.

Motores, a grande preocupação

Para se resguardar desses possíveis choques no ar, os aviões têm várias partes testadas em solo com um curioso recurso, o lançamento de objetos a grande velocidade em sua direção. Algo como um canhão que simule a velocidade com que esses objetos ou animais podem atingir no ar. O objetivo é preservar partes sensíveis para que continuem funcionando ou que não causem nenhuma reação em cadeia que aumente o perigo. O motor é uma delas.


Um turbofan, por exemplo, tem inúmeras aletas em suas turbinas que precisam resistir a esse impacto. Esses motores também possuem um desenho que evita que partes que possam se soltar após um impacto não atinjam a fuselagem ou partes móveis das asas.

Ou seja, apesar do aspecto um tanto assustador, um avião atingido por granizo é um caso raro e mesmo quando ocorre na absoluta maioria dos casos o pouso é feito com segurança.

Veja também: Por dentro do nariz do avião