United e Azul estreitaram sociedade de olho no acordo de céus abertos (Divulgação)

Com a assinatura do acordo bilateral entre Brasil e EUA e que prevê o chamado “Céus Abertos” entre os dois países mais próximo, as companhias aéreas têm se movimentado para se preparar para uma competição feroz pelo tráfego de passageiros na rota.

O grupo mais adiantado nesse sentido é o formado pela American Airlines e Latam, que têm mais da metade da oferta de voos entre o Brasil e os Estados Unidos. As duas empresas já assinaram uma joint-venture para explorar o transporte de passageiros e carga em conjunto. A ideia é reduzir custos e potencializar a ocupação de suas aeronaves além de aproveitar a malha regional de ambas para atingir outros destinos nas Américas.


Por essa razão, o recente movimento da United Airlines, que ampliou sua participação na companhia Azul Linhas Aéreas, é visto como uma reação a essa união. A empresa aérea americana, que detinha 3,7% da Azul adquiriu 4,7% das ações do grupo chinês HNA, chegando a um total de 8% de participação. “Continuamos buscando novas maneiras de fornecer mais conectividade para nossos clientes, e estamos entusiasmados com o anúncio de hoje, pois a Azul tem sido uma ótima parceira”, disse Andrew Levy, executivo responsável pelas finanças da United.

Hoje a Azul voa para Orlando e Fort Lauderdale e distribui seus passageiros em voos da United nesses aeroportos. A expectativa é que as duas empresas criem uma sinergia semelhante ao acordo entre American e Latam em breve.

Outra parceria que deve se estreitar assim que o acordo de céus abertos for assinado pelo presidente Michel Temer é a que envolve a Delta Airlines e a Gol. A empresa americana comprou 3% da companhia brasileira em 2011 e depois ampliou sua participação para pouco menos de 10% em 2015.

De volta aos bons tempos


Após crescer ano após ano até 2015, a oferta de assentos em voos entre os EUA e o Brasil teve uma brusca queda em 2016. De quase 7 milhões de lugares há três anos a oferta despencou para 5,5 milhões no ano seguinte. Em 2017, houve uma tímida recuperação mas neste ano a expectativa é que o número de assentos chegue a cerca de 6,4 milhões, quase no nível pré-crise.

Várias companhias têm anunciado novos voos para os Estados Unidos como a Latam (Las Vegas e Boston), Azul (Miami), Avianca (Miami e Nova York) e Gol, que retomará sua ligação com Miami, porém, via Brasília graças aos novos Boeing 737 MAX.

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Delta e Gol (foto) e Latam e American são outras parcerias interessadas no acordo bilateral (Divulgação)