Bayraktar TB2, o primeiro drone de guerra da Turquia (reprodução/Youtube)

Bayraktar TB2, o primeiro drone de guerra da Turquia (Reprodução/Youtube)

A Turquia se tornou mais um dos poucos países que dominam a tecnologia dos Veículos Aérea Não-Tripulados, os Vants, equipados com armamentos. O Grupo Baykar Technologies, uma empresa turca de material bélico, revelou que no último dia 17 deste mês o drone “Bayraktar TB2” completou com sucesso seu primeiro disparo de “munição inteligente”, no caso um foguete com mira laser.

Segundo comunicado da fabricante, o foguete foi disparado a uma altitude de 4.900 metros e a 8 km de distância e alcançou com precisão o alvo, um placa de 1 m².


Em testes realizados anteriormente, o drone militar da Turquia já alcançou a altitude máxima de 8.200 metros e voou continuamente por 24 horas e 34 minutos. O aparelho é impulsionado por um motor a combustão com hélice na configuração “pusher”, virada para trás. Já o comando remoto da aeronave é por sinais de rádio e o programa ainda prevê a criação de bases móveis com todos os recursos para conduzir o drone.

O drone turco também já é capaz de realizar uma série de tarefas de forma autonôma, como pousos e decolagens, taxiamento na pista e também em voo de cruzeiro. Além da nova capacidade de ataque, o aparelho também serve como meio de vigilância e espionagem. O Exército da Turquia já encomendou 18 unidades do Bayraktar TB2.

Atualmente, somente os Estados Unidos, Rússia, China e Israel, além da Turquia, dominam a tecnologia para construir drones armados. Colômbia, Índia, Irã e Paquistão também estão de olho nos vants militares com capacidade de ataque.

Os drones turcos, que ainda estão em fase de testes, devem entrar em operação efetiva até 2017 e tem grandes chances de participar da coalização na Síria e Iraque contra o grupo terrorista Estado Islâmico. Forças da OTAN e dos EUA já circulam por essa região com suas próprias aeronaves não tripuladas e armadas, como o Global Hawk e o MQ-9 Reaper.


Drones militares no Brasil

A Força Aérea Brasileira (FAB) possui atualmente cinco drones militares, mas sem capacidade de ataque. Os aparelhos, fornecidos pela Elbit Systems, de Israel, são equipados com câmeras e sensores para vigilância de espaço aéreo e fronteiras.

A FAB conta com quatro exemplares do Elbit Hermes 450 (RQ-450 na designação da Aeronáutica), com autonomia de 20 horas, e um Elbit Hermes 900 (RQ-900), capaz de permanecer em voo por 30 horas. Os dois modelos são impulsionados por motores a combustão com hélice pusher.

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