O desenho do Sukhoi Su-57 lembra o de caças stealth americanos (Dmitry Zherdin)

A Sukhoi Aircraft Company iniciou nesta semana a produção em série do novo caça Su-57. A informação foi confirmada pelo vice-primeiro-ministro da Rússia, Yuri Borisov.

“Um contrato estatal foi assinado na exposição Army 2019 International entre o ministério da defesa da Rússia e a companhia Sukhoi para a entrega de um lote de caças Su-57 de quinta geração. A Sukhoi começou a cumprir suas obrigações contratuais”, informou o gabinete de Borisov, citado pela agência de notícias russa TASS.


O contrato prevê o fornecimento de 76 jatos de combate Su-57 à força aérea da Rússia. “O primeiro avião será entregue antes do final de 2019”, relatou o ministro russo.

Primeiro caça de quinta geração projetado na Rússia, o Su-57 é uma aeronave de combate multimissão desenvolvida para atacar todos os tipos de alvos aéreos, terrestres e navais a curtas e longas distâncias, superando suas capacidades de defesa aérea.

Como manda a receita dos novos caças de quinta geração, o Su-57 é uma aeronave stealth (“invisível” aos radares) e pode voar a velocidade supersônica de 1.975 km/h (Mach 1.6) sem precisar acionar os pós-combustores dos motores, o que reduz o consumo de combustível – com os pós-combustores acionados o Su-57 alcança até 2.440 km/h (Mach 2.2).

O Su-57 voou pela primeira vez em 29 de janeiro de 2010. Desde então, a Sukhoi produziu 10 protótipos para o programa de testes da aeronave. Apesar de ainda não estar 100% concluído, o novo caça foi enviado a Síria no ano passado, onde participou de ações de combate.


Atualmente, apenas as forças armadas dos Estados Unidos possuem caças de quinta geração totalmente operacionais, como é o caso do modelos F-22 e F-35. O próximo país a entrar nesse grupo será a China, com o Chengdu J-20.

Assim como os caças F-22 e F-35 dos EUA, o Su-57 também transporta seus armamentos em compartimentos internos na fuselagem (Alexei Karpilev/UAC)

Caça foi oferecido ao Brasil

Em 2013, o governo da Rússia ofereceu o Su-57 (ainda com o nome “T-50 PAK-FA”) à Força Aérea Brasileira (FAB). O acordo sugerido pelos russos previa a produção da aeronave em parceria com empresas do Brasil.

Na época, o russos acreditavam que o Brasil poderia cancelar o programa FX-2 e lançar uma nova concorrência na qual o Su-57 poderia ser incluído. Isso, porém, não foi concretizado.

Com a Sukhoi exluída do processo, a etapa final do programa FX-2 foi disputada entre os caças Dassault Rafale, Boeing F/A-18 e o Saab Gripen E, que foi o modelo escolhido pela FAB.

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