O primeiro A380 a estrear voos comerciais está estacionado na França, à espera de um novo operador (Tarmac Aerosave)

O primeiro A380 a estrear na aviação comercial vai virar sucata… (Tarmac Aerosave)

A empresa de leasing de aeronaves Dr. Peters, da Alemanha, bem que tentou, mas não conseguiu encontrar novos operadores para dois de seus Airbus A380 que estão estacionados na França há quase um ano. O destino dos aviões agora será o sucateamento precoce, já que têm pouco mais de 10 anos de uso. Ambos os aparelhos, incluindo o primeiro A380 a estrear na aviação comercial, foram operados pela companhia aérea Singapore Airlines até o início de 2018.

Segundo o grupo alemão, cerca de 92% dos componentes dos A380 podem ser reaproveitados e vendidos ou reciclados, o que pode render cerca de US$ 80 milhões por aeronave. A Dr. Peters ainda afirmou que é mais rentável desmontar as aeronaves do que aguardar por possíveis novos compradores ou companhias interessadas em alugá-las.



O serviço de desmantelamento dos aviões será realizada pela Tarmac Aerosave, empresa que mantém o maior “cemitério de aviões” da Europa, em Tarbes.

Um dos aviões que retornou da companhia asiática no ano passado foi novamente alugado pela Dr. Peters a Hi Fly, empresa de Portugal que trabalha com fretamento de aeronaves em regime wet-lease. A empresa alemã ainda tem mais um A380 em condições de voo armazenado à espera de um novo operador, mas que também corre o risco de ser sucateado caso não encontre interessados.

(Tarmac Aerosave)

A venda de peças, motores e reciclagem de material do A380 pode render até US$ 80 milhões por aeronave (Tarmac Aerosave)

Elefante branco

Quando iniciou o desenvolvimento do A380, ainda no início dos anos 1990, a Airbus tinha grandes expectativas para o projeto e previa que em 20 anos mais de 1.000 aeronaves poderiam ser entregues, muitas delas substituindo antigos modelos Boeing 747. No entanto, passados mais de 10 anos da estreia do maior avião de passageiros de todos os tempos, apenas 232 unidades foram fabricadas – a Boeing também enfrenta o mesmo problema com o 747-8.

A aviação comercial mudou muito desde que o A380 foi lançado e ao mesmo tempo os custos operacionais subiram de maneira vertiginosa, o que levou as companhias aéreas a preferirem aviões widebody menores e mais eficientes, como é o caso modelos bimotores mais recentes Airbus A350 e o Boeing 787.

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