O míssil RBS 70 pode ser operado apenas por um soldado (SAAB)

O míssil RBS 70 pode ser operado apenas por um soldado (SAAB)

A Saab vai apresentar durante a 4º edição da Mostra BID Brasil, em Brasília (DF), os novos sistemas de mísseis antiaéreos, o RBS 70 NG e o BAMSE. O evento acontece entre os dias 27 e 29 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O RBS 70 NG, de nova geração, é um sistema de míssil de baixa altura telecomandado com sistema de pontaria renovado, o que segundo a fabricante da Suécia o torna ainda mais preciso. A versão anterior desse equipamento, o RBS 70, é utilizado em 20 países, como Argentina, França, Emirados Árabes e até o Brasil.



Como explica a Saab, a pontaria do míssil melhorou com o incremento de um dispositivo de visão termal integrado de alta resolução, entre outros recursos, como um suporte visual para o atirador, que reduz o tempo de reação e agiliza o “travamento” do alvo, e a função “acompanhamento automático”, que auxilia o atirador durante o engajamento e amplia a chance de acerto.

A fabricante também afirma ter aprimorado o guiamento no RBS 70 NG, tornando mais fácil tanto o acompanhamento manual quanto o automático. O míssil, com alcance de até 8 km, ainda conta com sistema de gravação em vídeo, permitindo analisar os disparos realizados.

O RBS 70 tem alcance de até 8 km (SAAB)

O RBS 70 tem alcance de até 8 km (SAAB)

Já o sistema BAMSE é ainda mais poderoso. O míssil de média altura telecomandado da Saab pode acertar objetivos a cerca de 20 km de distância a uma altura de até 15.000 metros.

O míssil de maior alcance exige um veículo especial de lançamento, equipado com radar. Com a possibilidade de lançar dois mísseis simultaneamente, o sistema também permite que o operador anule o acompanhamento automático, escolha o ponto de pontaria no alvo e, se necessário, realize a mudança de alvo após o lançamento do míssil.

O BAMSE exige um veículo especial para ser lançado (SAAB)

O BAMSE exige um veículo especial para ser lançado (SAAB)

“Nossas soluções para defesa antiaérea são altamente tecnológicas e, ao mesmo tempo, de fácil uso e manutenção. Além disso, prezamos para que os sistemas sejam flexíveis e de fácil integração com outros produtos utilizados pelos clientes”, explica Marianna Silva, diretora geral da Saab do Brasil.

Veja mais: As armas (de verdade) do grupo Odebrecht