Embraer A-29 Super Tucano da Esquadrilha da Fumaça da FAB; o avião também é usado para combate (Foto - FAB)

Embraer A-29 Super Tucano da Esquadrilha da Fumaça da FAB; o avião também é usado para combate (Foto – FAB)

A Embraer Defesa e Segurança, a divisão militar da Embraer, anunciou nesta segunda-feira (15) a venda de seis aeronaves de ataque A-29 Super Tucano a República de Mali. O acordo inclui suporte logístico para a operação dos aviões e também a instalação de um sistema de treinamento para pilotos e mecânicos da Força Aérea de Mali. O Super Tucanos serão utilizados para missões de treinamento avançado, vigilância e segurança interna.

“Com este contrato, adicionamos mais um importante cliente na África, onde diversos países já operam o Super Tucano”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. Além de Mali, outros clientes que já possuem ou encomendaram o avião militar fabricado no Brasil no continente africano são Gana, Angola, Burkina Faso e Mauritânia. Outra nação interessada no Super Tucano é o Iraque.


“Quanto ao Super Tucano, todos nós sabemos como essa aeronave é reconhecida no mundo todo por sua versatilidade e baixo custo de operação. Resumindo, estou muito satisfeito de assinar este contrato hoje.”, disse o Ministro de Defesa de Mali, Tieman Coulibaly.

A fabricante não divulgou os valores da operação, tampouco quando as aeronaves serão entregues a Mali.

Super Tucano pelo mundo

A Embraer possui mais de 210 pedidos firmes e entregou mais de 190 unidades do Super Tucano a um total de 10 países em todos os continentes. Já foi utilizado em combate pela Força Aérea da Colômbia contra as FARC e em breve será enviado ao front no Afeganistão, na versão norte-americana fabricada pela Sierra Nevada.

Considerado um dos aviões turbo-hélice de combate mais eficiente de porte, o Super Tucano pode ser utilizado em diversos tipos de missões, desde vigilância e reconhecimento a defesa e ataque. Pode ser equipado com 130 configurações de armamentos, como bombas, mísseis e foguetes.

Depois da Força Aérea Brasileira, maior operador do Super Tucano com 99 unidades, vem a Colômbia (25 unidades), Equador (18) e Chile (12). A Afeganistão, que comprou os aviões com ajuda dos Estados Unidos, deve receber até o final do próximo ano 20 aeronaves.