Quase 400 jatos da série 737 MAX estão aterrados do mundo todo desde março (Boeing)

O presidente e CEO da companhia aérea Qatar Airways, Akbar Al Baker, acredita que a Boeing precisa renomear a linha 737 MAX devido aos danos causados à reputação da marca. O jato da fabricante norte-americana está aterrado no mundo todo desde março, após o acidente com um modelo da Ethiopian Airlines, o segundo em cinco meses.

“A única dificuldade que temos é como convencer as pessoas a entrar em um Max, por causa do dano à reputação”, disse Al Baker, em entrevista ao Flight Global no Paris Air Show. “Temos total confiança na Boeing de que as questões serão resolvidas e os reguladores certificarão o avião.”


Perguntado sobre o que a Boeing poderia fazer para resolver a questão da reputação do 737 MAX, Al Baker disse: “Eu acho que a Boeing terá que renomear esta aeronave”. A companhia aérea do Catar encomendou 20 jatos 737 Max 8, dos quais cinco foram entregues à Air Italy, na qual detém uma participação de 49%.

O CEO da Qatar não é o primeiro a sugerir uma mudança de nome para o 737 MAX. Em abril deste ano, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump deu o mesmo palpite.

“O que eu sei sobre branding, talvez nada (mas eu me tornei presidente!), mas se eu fosse a Boeing, eu iria consertar o Boeing 737 MAX, adicionar alguns recursos extras e renovar o avião com um novo nome”, disse Trump pelo Twitter.

A Boeing anunciou nesta semana seu primeiro negócio para o MAX no evento em Paris após o segundo o segundo acidente com a aeronave. O grupo IAG, dono de companhias aéreas como a British Airways e Iberia, iniciou conversas com a fabricante para adquirir até 200 jatos, entre modelos MAX 8 e MAX 10. Curiosamente, a empresa se refere aos modelos como “737-8” e “737-10” – a Gol também mudou o nome do 737 MAX 8 para 737-8.

O retorno do 737 MAX ao mercado é esperado para os próximos meses. A Boeing afirma já ter concluído e testado as correções no sistema de controle de voo MCAS, cujo mal funcionamento é apontado como a principal causa nos dois acidentes recentes com a aeronave, que deixaram um total de 346 mortos.

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