O A380 tem autonomia para voar cerca de 15.000 km (Airbus)

O A380 da companhia de wet lease Hi Fly deve passar pela inspeção exigida pela EASA (Airbus)

A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) ordenou nesta semana a inspeção em 25 jatos Airbus A380 dos modelos mais antigos devido ao risco do surgimento de rachaduras nas asas. “Esta condição, se não detectada e corrigida, pode reduzir a integridade estrutural da asa”, aponta o comunicado da EASA divulgado no domingo (7).

A EASA afirma que foram relatados “casos de fissuras” nas asas de alguns A380, o que motivou a publicação da diretriz de aeronavegabilidade (AD). A ordem não exige a paralisação das aeronaves, mas agência europeia explica que “esta condição, se não detectada e corrigida, poderia reduzir a integridade estrutural da asa”.


A inspeção com uso de equipamentos de ultrassom será realizada nas asas dos A380 mais antigos. Os modelos que devem passar pela revisão são operados pelas companhias Emirates, Singapore, Qantas, Air France, Lufthansa e Hi Fly.

“Com base em descobertas de inspeção, outras ações de AD pode ocorrer para atender a aviões adicionais em serviço”, diz o comunicado da EASA. Atualmente, existem 234 unidades do A380 em operação com 15 companhias aéreas.

“Confirmamos que pequenas rachaduras foram encontradas nas longarinas traseiras da asa do A380. Identificamos a questão e elaboramos um esquema de inspeção e reparo”, disse o porta-voz da Airbus, que vai encerrar a produção do maior avião de passageiros do mundo em 2021.

Essa é a segunda vez que a EASA pede a realização de inspeções nas asas do A380. Em 2012, a agência ordenou a vistoria em suportes das asas (rib feet) do Superjumbo, também devido ao risco do surgimento de rachaduras nos componentes.


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