O PC-12 fabricado para a RFDS é configurado como ambulância aérea (Pilatus Aircraft)

O PC-12 fabricado para a RFDS é configurado como ambulância aérea (Pilatus Aircraft)

A fabricante suíça Pilatus Aircraft entregou no final de junho o 1.500º turbo-hélice PC-12. A aeronave foi recebida pela Royal Flying Doctor Service of Australia (RFDS), instituição de caridade que presta serviço de ambulância aérea nas áreas mais remotas da Austrália. Esse foi o 33º avião da Pilatus adquirido pelo grupo australiano de 1994.

A celebração de entrega da aeronave foi realizada na fábrica da Pilatus, em Stans, na Suíça, e contou com a presença de 2.000 funcionários da empresa e convidados, além do presidente da fabricante, Oscar J. Schwenk.


“Estamos muito felizes em poder entregar o 1.500º PC-12 a um cliente leal que acreditou nos méritos do PC-12 desde o início. O RFDS usa com sucesso nosso PC-12 para missões excepcionalmente difíceis, entregando a prova diária de que é ideal para esse trabalho”, declarou o presidente da Pilatus.

A entrega do PC-12 número 1.500 foi realizada junto da inauguração de um novo hangar na sede da Pilatus. O novo espaço, com 10.000 metros quadrados, será usado já neste mês para os processos de montagem final das aeronaves da empresa suíça.

Robustez com sofisticação

O PC-12 é considerado um dos aviões mais sofisticados e de maior performance no segmento de aeronaves monomotor utilitárias. O modelo é aplicado em diferentes funções, como voos executivos e transporte de carga, e pode operar em aeródromo com pouca estrutura e pistas austeras. Segundo dados do fabricante, o aparelho pode alcançar velocidade máxima de 530 km/h e tem autonomia para voos de até 3.415 km.


O PC-12 tem capacidade para transportar de 6 a 9 passageiros; a cabine do avião é pressurizada (Pilatus)

O PC-12 pode transportar de 6 a 9 passageiros; a cabine do avião é pressurizada (Pilatus Aircraft)

O primeiro voo do PC-12 foi realizado em 31 de maio de 1991 e a aeronave, hoje avaliada em US$ 4,8 milhões (cerca de R$ 15,8 milhões), chegou ao mercado três anos depois. De acordo com a Pilatus, a frota global da aeronave soma atualmente seis milhões de horas de voo e o modelo é certificado para operar em 55 países.

Grande parte da estrutura da fuselagem e asas do PC-12 são construídas pela OGMA, em Portugal, empresa que hoje é controlada pela Embraer.

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