O acordo com a Boeing promete impulsionar as vendas do jatos E2 da Embraer (Airway)

A Embraer anunciou nesta terça-feira (12) que o acordo de fusão com a Boeing na área de aviação comercial deve concluído somente em março de 2020. Inicialmente a fabricante brasileira esperava que a parceria com os norte-americanos poderia ser concluída até o final de 2019 e, no início deste ano, havia alterado o cronograma para o início de 2020.

Em declarações para a imprensa, o diretor financeiro da Embraer, Nelson Salgado, disse que o fechamento da parceira com a Boeing foi adiado mais uma vez devido a uma revisão do acordo pelos reguladores antitruste da Europa, que investigam os impactos que a fusão podem causar no mercado de aeronaves de um corredor.


A Embraer não espera que a Comissão Europeia conclua sua revisão até pelo menos março de 2020, afirmou Salgado. Por outro lado, o diretor financeiro enfatizou que a Embraer espera concluir o acordo rapidamente após sua aprovação na Europa.

Salgado ainda acrescentou que o impasse da Boeing com o 737 MAX, aterrado no mundo todo desde março, não tem influência sobre o fechamento do acordo.

Segundo o termos do acordo, a Boeing vai pagar US$ 4,2 bilhões para assumir 80% dos negócios da Embraer na aviação comercial, o que inclui os programas E-Jet de primeira e segunda geração e serviços da empresa brasileira relacionados a aeronaves comerciais.

De acordo com o executivo da Embraer, a Comissão Europeia diz que “parou o relógio” da segunda fase de análise da parceria com a Boeing enquanto espera por documentos e informações adicionais das duas empresas.

Ao mesmo tempo que aguarda pela aprovação do acordo na Europa, Salgado confirmou que a divisão comercial da Embraer já estará separada do grupo a partir de 2020. Os últimos trâmites dessa fase serão concluídos no próximo mês, acrescentou o executivo.

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