O Surefly ainda não tem data para chegar ao mercado, mas seu preço já foi definido: US$ 200 mil (Divulgação)

O Surefly ainda não tem data para chegar ao mercado, mas seu preço já foi definido: US$ 200 mil (Divulgação)

Empresas do mundo todo já estão estudando os conceitos dos táxis voadores, pequenas aeronaves que podem se tornar parte da paisagem de grandes cidades em um futuro não tão distante. O mais novo representante desse segmento é o Surefly, um drone de passageiros desenvolvido pela startup Workhorse, com sede nos Estados Unidos, e que foi apresentado nesta semana realizando seu primeiro voo com um tripulante.

Diferentemente de outros nomes da indústria, empresa norte-americana vem trabalhando em seu projeto em ritmo acelerado. O Surefly foi apresentado pela primeira vez em junho de 2017, durante o Paris Air Show, e no início deste ano já recebeu um certificado de aeronavegabilidade experimental do FAA, órgão que regulamenta a aviação nos EUA, para iniciar os testes de voo pelo país.


O táxi voador da Workhorse é impulsionado por um conjunto de oito motores elétricos. Ao contrário de outros projetos de veículos dessa categoria, que são puramente movidos por eletricidade, o modelo da startup americana é equipado com um motor a gasolina que serve como gerador para alimentar as baterias da aeronave enquanto ela voa.

O Surefly é construído com materiais compostos, como fibra de carbono, e foi projetado para transportar dois ocupantes (ou um total de 180 kg) em viagens de até 112 km voando a cerca de 110 km/h. Por segurança, o veículo será equipado com uma bateria reserva, capaz de manter o aparelho no ar por cerca de cinco minutos até pousar em segurança, e também um sistema de paraquedas balístico, para o caso de pane total dos sistemas durante o voo.

O fabricante ainda não estipulou uma data de estreia para seu táxi voador, mas já sabe quanto cobrar pela novidade: o Surefly tem preço definido em US$ 200.000 (cerca de R$ 704 mil). Interessados podem reservar a aeronave efetuando depósitos de US$ 1.000 (R$ 3.525).

O Surefly tem autonomia de 112 km e poderá voar a cerca de 110 km/h (Divulgação)

O Surefly tem autonomia de 112 km e poderá voar a cerca de 110 km/h (Divulgação)

“É uma aeronave muito boa, bem projetada e que está na vanguarda do ‘estado da arte’. Será muito seguro e confiável”, garante John Graber, diretor de operações da Workhorse e piloto de testes de Surefly.


A Workhorse possui uma série de veículos elétricos em desenvolvimento, embora não tão ambiciosos como o Surefly. A empresa também está desenvolvendo uma picape elétrica e uma van de entregas em parceria com a companhia de carga UPS, com uma “base” de drones no teto.

Grandes nomes da aviação já envolvidos em projetos de táxis voadores são a Airbus e a Embraer. No entanto, os primeiros resultados práticos estão sendo apresentados por empresas novas, como a Kitty Hawk, dos EUA, a E-Volo, da Alemanha, e a EHang, da China, que até o momento apresentou um dos modelos mais convincentes dessa nova era.

Veja mais: O que o futuro reserva para a aviação comercial?