(Airbus)

As grandes companhias do Brasil já possuem tomadas de energia em seus aviões, mas não em toda frota como quer o projeto de lei (Airbus)

O Projeto de Lei 10766/18 elaborado pela deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) pretende tornar obrigatório a instalação de tomadas de energia nas poltronas de aviões comerciais no Brasil. A proposta da parlamentar, que já tramita da Câmara dos Deputados em Brasília (DF), é que passageiros em voos nacionais possam recarregar gratuitamente seus aparelhos eletrônicos por meio de entradas do tipo USB.

“A medida é necessária em virtude da necessidade tecnológica para realizar ligações ou buscar mapas e mensagens de segurança”, defende a deputada. “Recarregar celulares, tablets e notebooks nos aviões possibilita atender demandas fundamentais, bem como a resolução de pendências profissionais em trânsito, deixando mais horas úteis ao cidadão.”


A deputada, no entanto, demonstra certo desconhecimento sobre a aviação comercial brasileira ao justificar seu projeto de lei. As “necessidades tecnológicas” citadas por Mariana são possíveis somente em aeronaves com wi-fi a bordo e com os dispositivos eletrônicos dos passageiros em modo avião. Além disso, nenhuma companhia aérea brasileira permite ligações telefônicas em voo.

João Amoêdo, presidente do Partido Novo, se manifestou contra a proposta da deputada Mariana Carvalho pelas redes sociais: “Temos sempre que lembrar que ‘não existe almoço grátis’, ou no caso ‘tomada grátis’. As companhias aéreas repassarão os custos das reformas necessárias a instalação das tomadas para todos os passageiros. Como boa parte dos voos é de curta duração, e muitos viajam a lazer, para grande parte dos clientes não há a necessidade desse tipo de custo extra. No final, o passageiros pagará a conta de um serviço que não precisava.”

A proposta ainda tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

As quatro grandes companhias aéreas do Brasil já possuem tomadas de energia em parte de suas frotas de aeronaves, principalmente em modelos mais novos ou que passaram recentemente por processos de atualização.


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