O Boeing 737-400F da Modern Logistics pode transportar até 20 toneladas de carga (Divulgação)

O Boeing 737-400F da Modern Logistics pode transportar até 20 toneladas de carga (Divulgação)

A companhia aérea de carga Modern Logistics, fundada em 2015, assinou na semana passada o contrato de concessionária de serviços públicos de transporte aéreo regular com a ANAC. Com esse certificado, a empresa agora está autorizada a oferecer voos comerciais com aeronaves próprias.

“Vamos começar atendendo as demandas de fretamento e, em seguida, abriremos as rotas regulares para atender os grandes contratos da indústria”, afirmou o CEO da Modern Logistics, Gerald Blake Lee, que também foi um dos co-fundadores da companhia Azul.



O primeiro Boeing 737-400F da empresa está pronto para voar. A Modern Logistics ainda planeja, a médio prazo, voar com modelos turbo-hélice ATR-72F. A companhia também já conta com um terminal próprio no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), com 1.000 m² e capacidade para movimentar 80 toneladas de carga por dia – o espaço é o mesmo que antes era ocupado pela VarigLog, antiga divisão de carga da Varig, desativada em 2012.

O 737-400F pode transportar até 20 toneladas de carga com um alcance aproximado de 4.000 km. Já o ATR-72F pode levar 8,5 toneladas por 1.500 km. A companhia planeja montar uma frota com até 36 aeronaves até 2020.

A Modern Logistics ocupa o mesmo espaço em Viracopos que antes pertencia a VarigLog (Divulgação)

A Modern Logistics ocupa o mesmo espaço em Viracopos que antes pertencia a VarigLog (Divulgação)

“A Modern Logistics não é uma empresa aérea cargueira, somos um operador logístico que oferece uma solução completa de serviços e tecnologia, desenvolvidos para a necessidade de cada cliente. A proposta de contar com uma frota própria de aeronaves cargueiras é justamente complementar um serviço que hoje é subutilizado, mas tem enorme potencial por causa das dimensões continentais do Brasil”, esclarece Lee.

Segundo estimativas da Modern Logistics, o transporte aéreo responde por apenas 0,4% do total de carga movimentada no país, contra médias de 2% a 3% de outros países de grandes dimensões.

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