A família de jatos regionais CRJ estreou no mercado em 1992 (Bombardier)

O grupo Mitsubishi Heavy Industries (MHI) anunciou nesta terça-feira (25) a compra definitiva da família de aeronaves Canadair Regional Jet (CRJ) da Bombardier por US$ 550 milhões. O conglomerado japonês também assumiu US$ 200 milhões em dívidas do programa da fabricante canadense. O acordo deve ser concluído no primeiro semestre de 2020.

A produção das aeronaves continuará baseada em Mirabel, no Canadá, onde fica a principal sede da Bombardier. A fabricante ainda vai fornecer componentes e peças sobressalentes, e finalizar as aeronaves atualmente encomendadas em nome da Mitsubishi. Até o final de abril, a empresa canadense somava pedidos por 54 jatos CRJ, que serão entregues até o final do próximo ano.


A negociação entre as empresas havia vazado antes do Paris Air Show, realizado na última semana, onde era esperado um anúncio sobre a venda do programa CRJ.

“Esta transação representa um dos passos mais importantes em nossa jornada estratégica para construir uma forte capacidade de aviação global. Ele aumenta esses esforços assegurando um conjunto de funções de classe mundial e complementares, incluindo manutenção, reparo e revisão, engenharia e suporte ao cliente ”, disse o presidente e CEO da MHI, Seiji Izumisawa.

O CEO e presidente da Bombardier, Alain Bellemare, disse que o acordo “representa a conclusão da transformação aeroespacial da Bombardier”. O executivo ainda acrescentou que a venda do programa CRJ para a Mitsubishi é a melhor solução para clientes de linhas aéreas, funcionários e acionistas. “Estamos comprometidos em garantir uma transição suave e ordenada”, disse Bellemare.

A venda do programa CRJ acontece ao mesmo tempo em que a Bombardier e a Mitsubishi estão processando uma à outra por apropriação indevida de conhecimento e pessoal.


Bombardier fora da aviação comercial

Com a encaminhamento da venda do programa CRJ ao grupo Mitsubishi, a Bombardier vai ficar sem produtos na aviação comercial. Em julho de 2018, a fabricante canadense formalizou a transferência de 51% do programa CSeries para a Airbus, que renomeou a série como A220.

Recentemente, a Bombardier anunciou a venda do programa de turbo-hélices QSeries ao grupo canadense Longview Aircraft Capital, que vai relançar a aeronave com a antiga marca De Havilland Canada e nome original do projeto, Dash-8.

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