Asas da Amazônia: a MAP voa com os turbo-hélices ATR 42 e ATR 72 (ATR)

Asas da Amazônia: a MAP voa com os modelos turbo-hélices ATR 42 e ATR 72 (ATR)

Companhia aérea “coadjuvante” do mercado brasileiro, a MAP Linhas Aéreas, de Manaus (AM), quer assumir uma posição de maior destaque em 2018. A empresa anunciou recentemente um plano de expansão que inclui a ampliação da frota de aeronaves e o lançamento de novas operações, com voos para cidades no Nordeste e outros países da América do Sul – a MAP opera atualmente somente na região Norte do Brasil, em 14 municípios da Amazônia e Pará.

Em entrevista ao jornal A Crítica, de Manaus, o vice-presidente da MAP, Marcos Fernandes Pacheco, revelou que a empresa passou recentemente por uma auditoria internacional realizada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) para obter a certificação IOSA (IATA Operation Safety Audit), que atesta a segurança operacional da empresa de acordo com padrões internacionais.


“Essa auditoria avaliou mais de 1 mil itens da empresa, relacionados, principalmente, à segurança de voo. O objetivo dessa certificação, denominada de IOSA, é a padronização internacional. Isso vai aumentar a atuação da empresa. Nós já estamos estudando novas rotas e planejando como deverá ser feito. A intenção é que a partir do início do ano que vem a MAP amplie suas rotas e passe a operar em algumas cidades do Nordeste e outros países da América do Sul”, declarou Pacheco ao jornal amazonense.

O vice-presidente da MAP também apontou à publicação algumas das dificuldades que a companhia encontra para operar, como a distância geográfica entre os destinos, com poucas alternativas de pouso para abastecimento, além do combustível ser mais caro na região Norte do Brasil.

“A região amazônica possui peculiaridades que precisam ser levadas em consideração no momento da operação. Devido a esses fatores, para se fazer uma viagem na Amazônia é preciso limitar o número de passageiros, para poder levar mais combustível e conseguir voar com segurança. Além disso, o preço do combustível chega a custar o dobro do que é comercializado nas regiões Sul e Sudeste”, contou Pacheco.

Outros desafios de se voar na região da Amazônia, como apontou Pacheco, são as apólices de seguros com valores mais altos em relação a outras localidades do Brasil, e a logística de recebimento de peças de manutenção para a frota de aeronaves.

A MAP é atualmente a única companhia aérea do Brasil que voa para cidades no interior do Amazonas (ATR)

A MAP é atualmente a única companhia aérea do Brasil que voa para cidades no interior do Amazonas (ATR)

“Chegamos a ficar de 20 a 30 dias aguardando a liberação da alfândega para retirar os suprimentos. Para não ter problema de interrupção das operações, a empresa acaba tendo que fazer um grande estoque de peças”, disse o vice-presidente ao jornal.

Por fim, o vice-presidente também apontou a distância da agência reguladora ANAC como outro problema. “Para resolver qualquer questão, é preciso deslocar-se até Brasília. Os treinamentos que todos os pilotos e tripulantes devem realizar anualmente são feitos fora do país”.

Já ouviu falar da MAP?

Desconhecida nos principais centros comerciais do Brasil, a MAP Linhas Aéreas realiza um importante trabalho na aviação regional no Norte do país, sendo a única empresa a operar no interior do Amazonas, rotas que num passado já distante foram operadas pela Varig com hidroaviões.

A frota da MAP conta com cinco aeronaves: são três ATR 42 e dois ATR 72 (ATR)

A frota da MAP conta com cinco aeronaves: são três ATR 42 e dois ATR 72 (ATR)

A MAP foi fundada em 2011 e iniciou suas operações comerciais em 2013. A frota da empresa hoje é composta por cinco aeronaves, sendo três ATR 42 com capacidade para 46 passageiros e outros dois ATR 72 com espaço para 70 ocupantes.

Considerando o tamanho da frota de aeronaves e número de destinos atendidos, a MAP pode ser considerada atualmente a sexta maior companhia aérea na aviação comercial brasileira, atrás da Passaredo, de Ribeirão Preto (SP), além das “quatro grandes”, Avianca Brasil, Azul, Gol e Latam.

Veja mais: Azul e Correios querem criar nova companhia de carga