A Avianca colombiana voa entre Bogotá e São Paulo com o 787

A Avianca estreou voo entre Munique e a Bogotá na semana passada

Com operações espalhadas pela América do Sul, a LATAM e a Avianca são hoje as companhias aéreas que têm melhor aproveitado seus diversos hubs na região. E, embora o Brasil permaneça como principal mercado de ambas, isso não não impede que elas invistam em outros aeroportos como Lima, no caso da LATAM, e Bogotá, principal base da Avianca colombiana, precursora do grupo.

As novas rotas anunciadas pelas duas empresas, inclusive, podem ser uma boa alternativa para o passageiro brasileiro. A LATAM, por exemplo, passará a voar para Montego Bay, na Jamaica, a partir de 1º de julho de 2019, com três voos semanais. A rota ficará a cargo da subsidiária LATAM Peru e será operado com aviões Airbus A320 com 174 passageiros.


O aeroporto Jorge Chávez, em Lima, é o 5º mais movimentado na América do Sul, tendo movimentado mais de 22 milhões de passageiros em 2017 – pouco superior a Congonhas, em São Paulo, por exemplo.

“Como parte de nosso compromisso de oferecer maior conectividade na região, continuamos trabalhando para facilitar a exploração de tudo o que nossa região tem a oferecer, voando para mais destinos e oferecendo mais opções de voos do que qualquer outra companhia aérea”, declarou Enrique Cueto, CEO do grupo LATAM. A empresa opera outros dois destinos no Caribe, Havana, em Cuba, e San José, na Costa Rica.

Nova ligação entre Munique e a América do Sul

Se a LATAM mira no Caribe a Avianca focou em cidades importantes nos Estados Unidos e Europa. A companhia aérea estreou nesta semana voos para Chicago e Munique. No casa da cidade norte-americana, são quatro voos semanais operados por um Airbus A319 configurado para 120 lugares – 12 na executiva e 108 na econômica. Como a distância entre Bogotá e Chicago é de 4.360 km o jato normalmente usado em voos de curto alcance permitirá que a Avianca ofereça o serviço mesmo com uma demanda não tão grande.


Airbus A320 da LATAM (Carlos Daniel Dobelli/Wikimedia)

“Com essa nova adição à nossa rede de rotas, a Avianca Airlines se torna a primeira e única companhia aérea a se unir diretamente a Chicago com Bogotá e vice-versa, conectando viajantes provenientes do Estado de Illinois com mais eficiência às principais capitais da América Latina. Estamos confiantes de que os viajantes de negócios, assim como as comunidades da América Central e do Sul em Chicago, que visitam amigos e parentes na América Latina, se beneficiarão muito com este voo ”, explicou Rolando Damas, diretor geral da Avianca na América do Norte e Ásia.

A companhia ressalta as possibilidades de conexão a partir do aeroporto El Dorado (3º mais movimentado da América Latina), que inclui voos para o Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. A capital paulista, inclusive, possui um voo direto para Chicago operado pela United Airlines, parceira da Avianca na Star Alliance.

Mas é o voo para Munique o mais significativo para a região. A cidade alemã, segundo hub internacional do país, perdeu uma ligação diária para o continente desde que a Lufthansa suspendeu o voo para São Paulo em outubro de 2016. No ano passado, a companhia alemã Condor passou a voar algumas vezes por semana entre Munique e Recife com foco no potencial turístico da região. E desde o dia 16, a Avianca passou a voar cinco vezes por semana entre Bogotá e Munique com jatos Boeing 787-8. Trata-se do seu voo mais longo com cerca de 9,3 mil km de distância.

A Avianca deve se beneficiar da rota por algum tempo, até que a LATAM decida se voará para Munique também. Sua rival já revelou o interesse em voar para a capital da região da Bavária, mas ainda não detalhou seus planos.

*Artigo corrigido no dia 20/11/2018 após alerta do leitor Daniel Holanda sobre o voo entre Recife e Munique, a quem agradecemos pela ajuda.

Veja também: Norwegian estreará voo entre Londres e o Rio de Janeiro em março de 2019

Avianca voa entre Bogotá e Chicago com um A319 para 120 passageiros (Avianca)