A LATAM foi formada com a união da TAM e a LAN Chile (Thiago Vinholes)

A LATAM foi formada com a união da TAM e a LAN Chile (Thiago Vinholes)

O grupo Latam vai mudar a forma como vende suas passagens aéreas a partir de 2017. No novo modelo, semelhante ao utilizado por companhias “low-cost” (baixo custo) nos Estados Unidos e Europa, os passageiros poderão escolher quais serviços quer pagar.

“No momento da compra, o passageiro poderá incluir na viagem opção de ter uma refeição a bordo, se quer escolher seu assento, se prefere ter a opção de poder remarcar o voo, ou se poderá cancelar o bilhete”, explicou a companhia, em contato com o Airway.


O método de cobrança será aplicado nos seis países onde a Latam opera voos doméstico, um de cada vez, a partir do primeiro semestre do próximo ano. Além das bases principais no Brasil e Chile, a empresa também tem filiais na Argentina, Colômbia, Equador e Peru. No mercado brasileiro, a mudança será introduzida a partir do segundo semestre de 2017.

“Nosso objetivo é que as tarifas sigam diminuindo, permitindo que cada vez mais pessoas utilizem o avião como meio de transporte e que aqueles que já o utilizam possam voar ainda mais. Este modelo busca satisfazer as necessidades dos nossos passageiros atuais, que valorizam viagens rápidas, simples e eficientes”, destaca Enrique Cueto, CEO da Latam.

Cueto antecipou que a alteração no método de cobrança utilizado pela empresa vai reduzir em 20% o preço das passagens aéreas mais baratas em voos domésticos até 2020. Já segundo Claudia Sender, CEO da Latam Airlines Brasil, com introdução do novo sistema de vendas, o fluxo de passageiros pode aumentar até 50% nesse mesmo período.

“Nosso objetivo é seguir avançando neste caminho. Com as mudanças, nossos passageiros poderão escolher como voar e poderão voar mais vezes, o que resultará num crescimento de todo o tráfego aéreo”, afirma Claudia.

Franquia de bagagens continua, no Brasil

Uma das principais vantagens oferecidas por companhias aéreas de baixo custo estrangeiras é a opção de pagar ou não pelo despacho de bagagens, reduzindo o preço final da passagem. No Brasil, por lei, as empresas são obrigadas a incluir (e cobrar) por esse serviço, mesmo que o passageiro leve apenas bagagens de mão.

“Esta pode ser uma opção em outros mercados, mas todas as mudanças devem seguir as legislações de cada país”, explicou a assessoria de imprensa da Latam.

A alteração na regra, para permitir a possibilidade de cobrar ou não pelo despacho de bagagens, já foi proposta pela ANAC. A modificação é uma das sugestões do plano de revisão de “Condições Gerais de Transporte Aéreo” (CGT), apresentado em audiência pública em março deste ano. As propostas ainda estão em fase de análise pelas autoridades.

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