Em primeiro plano, o Fokker 70 com o retrato de Anthony Fokker (KLM)

A festa foi tão grande que pareceu mais a estreia de uma aeronave em serviço. Mas o que se viu neste fim de semana no Aeroporto de Schiphol, em Amsterdam (Holanda) foi a despedida não só de um avião mas de uma marca. A KLM realizou no sábado os últimos seis voos comerciais com o Fokker 70, encerrando uma ininterrupta parceria com a também empresa holandesa desde 1920 quando os primeiros Fokker II passaram a voar para Londres.

“Hoje marca o fim de uma era. Após 97 anos, a parceria entre a KLM e a Fokker está chegando ao fim. Nós fomos pioneiros juntos e história escrita na aviação internacional. Com a inauguração do monumento KLM-Fokker, homenageamos todos os que contribuíram para essa parceria.


A KLM Cityhopper vai embarcar no futuro com uma frota composta inteiramente por aeronaves Embraer E-175 e E-190, oferecendo mais assentos aos passageiros, além de maior conforto, maior velocidade e economia”, declarou neste domingo (29) o presidente da KLM Peiter Elbers que apresentou um monumento ao celebre avião – utilizando o estabilizador vertical do jato.

O último voo pousou no aeroporto de Amsterdam às 20h30 e exibia um retrato de Anthony Fokker, fundador da fabricante de aeronaves, na cauda. O jato teve direito a jatos de água da brigada de incêndio como se fosse a estreia do aparelho. Houve até um desfile com alguns dos exemplares remanescentes, escoltados por veículos de serviço de Schiphol.

Jatos da Embraer

A aposentadoria do Fokker 70 tem um significado simbólico para o Brasil. A KLM Cityhopper, braço regional da empresa e que operava o Fokker, passará a ter uma frota padronizada de modelos E175 e E190, da Embraer, a maior da Europa. A 40ª aeronave havia sido entregue em julho, o que permitiu a retirada do F-70 de serviço.


A carreira dos últimos aviões Fokker da KLM, no entanto, seguirá em frente: a companhia anunciou a venda dessas aeronaves para compradores na Ásia, África e América do Sul. Até julho, existiam apenas 26 Fokker 70 operando no mundo (contra 38 em 2016), oito deles na companhia aérea holandesa, segundo o censo da Flight Global.

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