O jato supersônico Boom é projetado para voar a 2.335 km/h com 55 passageiros (Divulgação)

O jato supersônico Boom é projetado para voar a 2.335 km/h com 55 passageiros (Divulgação)

O jato comercial supersônico Boom está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Blake Scholl, CEO da Boom Technology, empresa que está desenvolvendo o projeto do “novo Concorde”, anunciou nesta semana ter recebido 76 pedidos firmes pela aeronave no Paris Air Show. Segundo o executivo, o avião já tem cinco clientes, mas somente um deles teve a identidade revelada até o momento, o Grupo Virgin, do bilionário britânico Richard Branson.

A nova aeronave comercial de desempenho supersônico é projetada para estrear na aviação comercial em 2023. Antes disso, a fabricante, baseada em Denver, nos Estados Unidos, vai testar o conceito com um protótipo em escala reduzida, o “Baby Boom”.



A Boom ainda afirma que o avião poderá voar a velocidade máxima de mach 2,2, duas vezes mais rápido que o som (cerca de 2.335 km/h), e terá autonomia para voos de até 7.400 km em apenas três horas. Já a cabine, segundo o fabricante, poderá receber até 55 passageiros.

Scholl ressaltou que as encomendas pela aeronave, avaliada em US$ 200 milhões, criam liquidez suficiente para continuar o desenvolvimento do Baby Boom, que tem o primeiro voo agendado para o final de 2018.

Apesar da FAA, agência reguladora da aviação civil norte-americana, proibir voos supersônicos sobre a parte continental dos EUA, o CEO da Boom Technology acredita que há até 500 cidades conectadas por caminhos oceânicos que podem tornar a aeronave bem sucedida. Não só isso, Scholl também garante que o estrondo sônico do novo avião será 30 vezes inferior ao do Concorde, o que pode até mesmo levar a mudanças nas regras sobre voos supersônicos.

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