A India é apenas o terceiro cliente externo do Rafale, juntamente com o Egito e o Qatar (Dassault)

A Dassault Aviation entregou o primeiro de 36 caças Rafale para a Força Aérea da Índia (IAF) nesta terça-feira (08). O jato de combate, com a designação RB 001, deverá ser enviado para a Índia apenas em maio de 2020, juntamente com outros três aviões – antes disso, ele servirá como aeronave de familiarização para os pilotos indianos.

A Índia encomendou o Rafale em setembro de 2016 por 7,9 bilhões de euros (R$ 35,6 bilhões). Os caças farão parte do esquadrão 17 “Golden Arrows”, que operou os antigos MiG-21 russos até 2011 e estava desativado desde então.


Os planos da empresa francesa para a Índia incluem o apoio de dois parceiros, a Thales e a Safran, que têm subsidiárias no país asiático. Uma das razões para essa aproximação com os indianos está em nova encomenda da IAF para 114 caças e que deve ter parte da produção realizada no país. A Dassault concorre pelo pedido com fabricantes como Lockheed Martin, Saab, Boeing, UAC e a Eurofighter.

O caça indiano HAL Tejas conta com o suporte da Dassault (Venkat Mangudi)

“Estou particularmente honrado em sediar esta cerimônia hoje, pois a Índia faz parte do DNA da Dassault Aviation. O relacionamento longo e confiável que compartilhamos é um sucesso inegável e sustenta minha determinação de estabelecer a Dassault Aviation a longo prazo na Índia. Estamos ao lado da Força Aérea Indiana desde 1953, estamos totalmente comprometidos em cumprir seus requisitos para as próximas décadas e fazer parte da visão ambiciosa da Índia para o futuro”, declarou Eric Trappier, presidente e CEO da Dassault Aviation.

Atualmente, a Força Aérea da Índia opera uma frota de caças de origem francesa e russa. Desde os antigos MiG-21 e Mirage 2000 até os caças mais novos, como o MiG-29 e o Sukhoi Su-30, os mais numerosos da força. Desde 2015, ele também possui o HAL Tejas, um caça desenvolvido localmente com o apoio da Dassault.

Devido a frequentes conflitos com o Paquistão, a Força Aérea Indiana expandiu seu poder. Em fevereiro, caças MiG-21 entraram em combate com aviões paquistaneses e abateram um F-16.


Quase no Brasil

O país é apenas o terceiro a operar o Rafale, sem contar a França. O primeiro cliente internacional do caça é o Egito que encomendou e recebeus as primeiras aeronaves em 2015. No começo de 2019, o Qatar tornou-se o segundo operador externo do jato da Dassault.

O Brasil quase adotou o Rafale como sucessor dos Mirage 2000. O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva chegou a indicar que o jato de combate da Dassault teria saído vencedor da concorrência F-X2, mas voltou atrás em 2009. No ano seguinte, o jornal Folha de São Paulo apontou que o Rafale teria sido novamente escolhido pelo governo, mesmo sendo o caça mais caro. Um relatório interno da FA na época, no entanto, já aparecia o caça sueco Saab Gripen como o preferido dos militares e que acabou escolhido tempos depois.

Os quatro primeiros caças seguirão para a India em maio de 2020 (Dassault)

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