O Pampa III é usado na Argentina como avião de treinamento avançado (Esteban Vermaasen)

Não foi dessa vez que a Argentina conseguiu exportar pela primeira vez o jato militar Pampa. Uma compra para o exército da Guatemala dada como certa nos últimos dias acabou barrada. O ministério da defesa do país negociava com autoridades argentinas a aquisição de duas aeronaves por US$ 28 milhões.

O impedimento partiu do subcontrolador de qualidade da despesa da Controladoria Geral de Contas (CGC) da Guatemala, César Elías. Em sua alegação, ele afirmou nesta semana que não houve nenhum tipo de processo de licitação para a compra dos jatos produzidos pela Fabrica Argentina de Aviones (FAdeA) e que apresentaria reclamações caso a recomendação não fosse cumprida.


“A análise legal do processo enviado pelo ministro da defesa foi concluída, notificamos que os regulamentos que ele invoca para iniciar o procedimento de aquisição são inadmissíveis, e recomendamos que ele desista imediatamente e se submeta ao cumprimento do atual sistema legal”, disse Elías, citado pelo jornal El Periódico, da Guatemala.

Após o protesto da CGC, o vice-ministro da defesa da Guatemala, Jorge Ruiz Serovic, confirmou que a compra das aeronaves foi cancelada. O caso também é investigado pelo gabinete contra corrupção do país.

A Guatemala negociava a compra do IA-63 Pampa III, a versão mais moderna do jato argentino. O objetivo do país era utilizar as aeronaves para combater o narcotráfico, hoje um dos maiores problemas enfrentados pela nação da América Central.

Em comunicado, a FAdeA afirmou que essa foi “uma decisão unilateral do governo guatemalteco, mesmo com o contrato já fechado”. A fabricante argentina, que tem controle estatal, acrescentou que o acordo “foi elaborado em um quadro de absoluta legalidade e transparência, cumprindo e respeitando os requisitos legais formais e técnicos que garantem sua validade, vigência e execução”.

A FAdeA também negocia a venda do Pampa III para as forças armadas do Paraguai e Bolívia.

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