A Lufthansa é uma das três companhias que voam com o 747-8 na versão de passageiros (Thiago Vinholes)

A Lufthansa tem voos diários partindo de São Paulo e Rio de Janeiro para Frankfurt (Thiago Vinholes)

A companhia aérea alemã Lufthansa confirmou nesta quinta-feira (7) o cancelamento de 1.300 voos marcados nos próximos dois dias. O motivo da paralisação parcial é a greve de 48 horas convocada pelo sindicato que representa os comissários de bordo da empresa.

Cerca de 2.300 dos 3.000 voos da companhia previsto para hoje serão efetuados assim como 2.400 das 3.000 frequências programadas para sexta-feira. A paralisação deve afetar um total de 180.000 passageiros, informou a Lufthansa em comunicado.


O sindicato alemão que convocou a greve informou tomou tal medida devido “à recusa persistente da Lufthansa em negociar” as suas reivindicações, incluindo um aumento das remunerações. Os funcionários da companhia pedem melhores condições de trabalho e um reajuste salarial de 1,8%. A companhia concordou em aumentar em 2% as remunerações, mas sem negociações.

A Lufthansa contesta a legitimidade deste sindicato (UFO – Organização Independente de Comissários de Bordo, em alemão) para representar seus trabalhadores, mas a sua tentativa de impedir a greve foi rejeitada pelo tribunal de trabalho de Frankurt.

A greve de funcionários também afetou o voo da Lufthansa entre Frankfurt e o Rio de Janeiro desta quinta-feira, que acabou cancelado. A companhia informou que os passageiros foram acomodados em voos que partem de São Paulo que, segundo a empresa alemã, estão operando normalmente.

A companhia afirmou que as outras companhias do grupo (Eurowings, Germanwing, Sunexpress, Lufthansa Cityline, Swiss, Edelweiss, Austrian Airlines, Air Dolomiti e Brussels Airlines) não serão afetadas pela greve.

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