Vista aérea do aeroporto de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo (DAESP)

Vista aérea do aeroporto de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo (DAESP)

Importantes pontos da aviação geral e executiva, os aeroportos de Itanhaém, Bragança Paulista, Campo dos Amarais (Campinas), Jundiaí e Ubatuba iniciaram os trabalhos nesta quarta-feira (1) sob nova administração. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP) transferiu a gestão dos cinco aeroportos paulistas à iniciativa privada.

O novo controlador dos aeroportos no interior e litoral do estado é a concessionária Via São Paulo. A empresa venceu a licitação com um lance de R$ 24,4 milhões, que representou um ágio de 101% sobre o valor mínimo estipulado para a licitação, que era de R$ 12,159 milhões. Os cinco aeroportos receberão investimentos totais de R$ 93,6 milhões em melhorias. A concessão vale por 30 anos.



O contrato entre o Governo do Estado, por meio da ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) e do DAESP foi assinado em 18 de julho de 2017 com a Voa São Paulo, e publicado no Diário Oficial do Estado em 1 de agosto de 2017. A partir desta data, o DAESP manteve uma operação assistida junto à concessionária nos cinco aeroportos.

Segundo comunicado do DAESP, o objetivo do período de transição foi possibilitar que o Voa São Paulo obtivesse conhecimento de todos os setores dos aeroportos. Equipes técnicas do consórcio acompanharam também as operações aéreas diárias de cada terminal, que se manteve sob a gestão do DAESP.

A partir de agora, o DAESP será responsável somente pela fiscalização técnica e operacional dos aeroportos concedidos à Voa São Paulo, e a ARTESP cuidará dos aspectos econômicos e financeiros do contrato.

Investimentos

O processo de concessão prevê que o Voa São Paulo destine investimentos na ordem de R$ 93,6 milhões em melhorias. Deste total, ao menos R$ 33,6 milhões devem ser aplicados já nos quatro primeiros anos. Ao longo do contrato, R$ 15,8 milhões serão investidos no Aeroporto de Itanhaém; R$ 20,5 milhões no de Jundiaí; R$ 10,5 milhões no de Bragança Paulista; R$ 18,2 milhões no de Ubatuba; e R$ 28,6 milhões no de Campinas.

Este pacote contemplará melhorias nos sistemas de pistas, pátios e sinalização, reformas nos terminais de passageiros, modernização de hangares e implantação de equipamentos de proteção ao voo.

A concessionária Voa São Paulo vai investir R$ 93,6 milhões nos cinco aeroportos (DAESP)

A concessionária Voa São Paulo vai investir R$ 93,6 milhões nos cinco aeroportos (DAESP)

Sobre os aeroportos

Aeroporto Estadual Campo do Amarais (Campinas) – Opera com aviação geral (executiva e táxi-aéreo). Possui pista de 1.650 metros, terminal de passageiros com 300 m² e estacionamento com capacidade para 50 veículos. Está localizado a 8 km do centro da cidade. Em 2016, foram registrados 31.772 passageiros e 34.851 aeronaves.

Aeroporto Estadual Artur Siqueira (Bragança Paulista)– Possui pista de 1.200 metros, terminal de passageiros com 225 m², além de estacionamento para 76 veículos. O aeroporto, que está localizado a 3 km do centro da cidade, atende as demandas de voos executivos. Movimentou, em 2016, 28.370 passageiros e 30.050 aeronaves.

Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro (Jundiaí) – Apresenta pista com 1.400 metros, terminal de passageiros com 640 m² e estacionamento para 50 veículos. Fica a 7 km de distância do centro de Jundiaí. As operações são de voos executivos, sendo que, em 2016, recebeu 10.863 passageiros e 57.989 aeronaves.

Aeroporto Estadual Antônio Ribeiro Nogueira Jr. (Itanhaém) – Possui pista de 1.350 metros, terminal de passageiros com 1.500 m² e estacionamento para 60 veículos. Está localizado a 3 km do centro da cidade. Em 2016, recebeu 13.479 passageiros e 11.538 aeronaves.

Aeroporto Estadual Gastão Madeira (Ubatuba) – A pista do aeródromo possui 940 metros, terminal de passageiros com 70 m² e estacionamento para 15 veículos. Recebeu 3.512 passageiros e 3.625 aeronaves em 2016.

Nota do editor:  Uma das empresas que fazem parte do consórcio Voa São Paulo é a MPE Engenharia e Serviços, do mesmo grupo da MPE Participações e Administração, dona da MPE Montagens e Projetos Especiais, que por sua vez é investigada na Operação Lava Jato e por suposta práticas ilegais para obtenção de licitação na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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