Primeiros-ministros, sultões e presidentes viajam com suas comitivas quase sempre em aeronaves fretadas ou então de sua própria frota. Nesses casos, esses aviões são como gabinetes políticos voadores, equipados com equipamentos de comunicação via satélite e, dependendo da nação, pode conter até recursos de combate, como disseminadores de “iscas” de mísseis e sistemas que enganam radares em solo e dificultam sua detecção.

A mais emblemática dessas aeronaves é o “Air Force One”, o avião presidencial dos Estados Unidos, um Boeing 747-200. O modelo usado pelo EUA pode, por exemplo, reabastecer em voo e permanecer voando por quatro dias. Além disso, o 747 que transporta o presidente Barack Obama e sua comitiva sempre voa escoltado por caças.



O Brasil também possui uma frota executiva para transportar comitivas de políticos. O principal aparelho é o “FAB VC1A”, um Airbus A319CJ. Adquirido em 2005 pelo governo Lula, a aeronave avaliada em R$ 150 milhões na época da compra, transporta até 55 passageiros e por ter o compartimento de carga reduzido leva mais combustível. Por isso, seu alcance passa dos 8.000 km, o que permite voar de Brasília (DF) até Washington sem escalas.

O avião presidencial do Brasil é chamado de “Santos Dumont”, mas ficou conhecido mesmo pelo apelido “Aerolula”. O VC1A foi adquirido para substituir a antiga aeronave que cumpria essa função, um Boeing 707 comprado durante o governo Sarney. Devido a uma série de problemas que apresentou ao longo de sua carreira, o modelo ficou conhecido como “Sucatão” – havia também um 737 presidencial, o “Sucatinha”.

A exemplo do Jumbo usado nos EUA, o avião que transporta a presidente Dilma Roussef também possui equipamentos de uso militar para lidar com ameaças de instabilidade ou mesmo em situações de conflito armado.

Segundo o Ministério da Defesa, ao usar a próprio aeronave, o país economiza até 50% com viagens oficiais. Se precisasse fretar aviões executivos, o custo seria de R$ 5,2 milhões por ano.

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