Boeing 737-800 NG da Flybondi: Florianópolis em dezembro (Divulgação)

Terceira maior companhia aérea da Argentina, a Flybondi anunciou nesta semana uma novo destino no Brasil. A empresa de baixo custo voará entre Buenos Aires e Florianópolis a partir de 20 de dezembro com três frequências semanais.

Os voos da Flybondi partirão às segundas, quartas e sextas do Aeroporto El Palomar, uma antiga base aérea que foi modificada para atender ao mercado “low cost” na Argentina. A capital de Santa Catarina será o quarto destino internacional da companhia aérea, que já anunciou voos para Punta del Este, no Uruguai, Assunção, no Paraguai, e Rio de Janeiro, onde estreará em outubro, também com três voos por semana.


“Adicionar Florianópolis como destino consolida nosso crescimento regional e nossa proposta para a temporada de verão 2020. Desta forma, nos tornamos uma ótima opção para voar para o Brasil a preços baixíssimos e demonstra o compromisso que temos de conectar a Argentina cada vez mais com países vizinhos e entre províncias ”, disse o CEO da companhia, Sebastián Pereira.

As passagens da Flybondi, que não incluem bagagens, podem sair por pouco mais de R$ 300 por sentido no caso do Rio de Janeiro. Os valores para Florianópolis serão conhecidos ainda nesta quarta-feira (31) no site da empresa.

Segundo a companhia, a Flybondi já tem uma participação de 9% no mercado doméstico argentino. A empresa voa ou voará para 12 cidades no país com sua frota de cinco Boeing 737-800 NG. Ainda segundo a empresa argentina, sua taxa de ocupação é de 81%.

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Mercado aberto

A Argentina implementou uma inédita desregulamentação em seu mercado de aviação, após anos em que a Aerolineas Argentinas praticamente dominou o tráfego aéreo local. Com a abertura, novas companhias foram criadas além da chegada de empresas globais como a Norwegian. No entanto, a concorrência mais agressiva tem feito vítimas como a Avianca Argentina, que deixou de voar recentemente.

Por aqui, o governo federal tem seguido uma receita semelhante após o Congresso aprovar o fim da proibição de controle estrangeiro nas companhias aéreas. A espanhola Globalia, por exemplo, está preparando a abertura de uma filial local que voará no Brasil nos próximos meses.

Enquanto isso não ocorre, a chilena Sky e a própria Norwegian já voam para o país com tarifas mais acessíveis que as tradicionais empresas de seus países.

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