O treinamento reuniu os A-1 dos esquadrões Adelphi, Centauro e Poker (FAB)

O treinamento reuniu os A-1 dos esquadrões Adelphi, Centauro e Poker * (FAB)

Dez caças A-1 e A-1M, da Força Aérea Brasileira (FAB), concluíram nesta semana um treinamento que durou 16 dias no estande de tiro da Saicã, em Santa Maria (RS). Na atividade, as aeronaves treinaram operações de reabastecimento em voo, disparos de canhão, e, principalmente, o lançamento de bombas guiadas a laser. O exercício reuniu os esquadrões Poker e Centauro, da Base Aérea de Santa Maria, e o Adelphi, da Base Aérea de Santa Cruz (RJ).

Essa foi a primeira vez que a FAB testou o sistema “Kit Lizard II”, composto de sensores e estabilizadores acoplados a uma bomba convencional (inerte). Com essa mudança, o artefato ganha mobilidade durante a queda, aumentando significativamente a precisão dos lançamentos.


Como explica a Aeronáutica, a bomba BAFG-230 (Bomba Aérea de Fins Gerais de 230kg), de fabricação nacional, acompanha um feixe de luz lançado pela aeronave sobre o objetivo. Esse procedimento pode ser realizado pelo próprio caça que realiza o ataque ou por outra aeronave, de uma posição diferente. Na aviação militar, é o que os pilotos chamam de “iluminar” o alvo.

Segundo o coordenador do exercício, Major Murilo Grassi Salvatti, a atividade foi importante tanto no que diz respeito ao aprimoramento operacional dos pilotos, quanto na coleta de dados para avaliação do Kit Lizard II.

“O Brasil faz parte do grupo seleto de países com capacidade tecnológica para empregar esse tipo de armamento, cuja eficácia se traduz pelo baixo risco de perda de aeronaves e pilotos em razão do seu lançamento a grandes altitudes e distâncias do alvo, assim como pela redução da possibilidade de danos colaterais nas proximidades dos alvos militares”, contou Salvatti, que foi primeiro piloto a lançar uma bomba guiada a laser a partir de um caça A-1, em 2013.

Nota do editor: A imagem do A-1 no topo da notícia é meramente ilustrativa. O que o aeronave carrega sob as asas são tanques de combustível auxiliares, e não bombas. 

Fonte: FAB

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