A Rio 2016 também marcou a estreia do novo cargueiro C-767, de transporte logístico (FAB)

O C-767 é atualmente a maior aeronave operava pela Força Aérea Brasileira (FAB)

A Comissão Brasileira de Aeronáutica em Washington (BACW, na sigla em inglês) abriu um processo de licitação internacional para a aquisição de um Boeing 767-300ER (versão com alcance estendido) para a Força Aérea Brasileira (FAB). Além do avião, o anúncio também pede suporte logístico e de MLU (processo de manutenção de meia vida) para a aeronave e seus equipamentos por um período de 36 meses. Interessados devem apresentar suas propostas até terça-feira (8).

A FAB já opera um 767-300ER desde julho de 2016 alugado pela empresa Colt Aviation. O contrato prevê a utilização da aeronave por três anos com opção de prorrogamento por mais um ano. A aeronave, designada C-767, voa com o Esquadrão Corsário, baseado no Rio de Janeiro (RJ), em missões de transporte de carga e pessoal – o modelo também já foi utilizado para evacuação médica e como avião-presidencial.



O 767 requisitado para a FAB pode transportar cerca de 40 toneladas de cargas ou então 257 passageiros. Outro atributo importante da aeronave é seu longo alcance, de aproximadamente 11.000 km. A Aeronáutica, no entanto, ainda não definiu para quais propósitos a nova aeronave deve servir.

Antigo sonho da FAB

Não é de hoje que a FAB busca jatos Boeing 767. Em 2008, a Aeronáutica lançou o programa KC-X2 que previa a aquisição de dois 767 configurados para reabastecer outros aviões em voo. A modificação das aeronaves para essa função seria realizada pela IAI, de Israel. O processo, porém, foi suspenso em 2013 e ainda não há uma previsão de retomada.

Atualmente, os únicos aviões da FAB capazes de realizar reabastecimentos aéreos são os turbo-hélices C-130 Hercules. Essa missão em breve também poderá ser executada pelos novos Embraer KC-390, que serão incorporados a frota da Aeronáutica até o final deste ano.

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