Representação artística do novo bombardeiro invisível dos EUA, previsto para 2020 (Northrop Grumman)

Representação artística do novo bombardeiro invisível dos EUA, previsto para 2020 (Northrop Grumman)


A disputa pelo contrato lançado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) para uma nova aeronave ‘stealth’ (“furtivo”, em inglês) foi vencida pela Northrop Grumman. O projeto da empresa californiana, que já é “pai” do bombardeiro “invisível” B-2 Spirit, superou o apresentado pela Lockheed-Boeing, outra fabricante que desejava assumir a empreitada avaliada em até US$ 80 bilhões.

Antes tratados como projetos confidencias, os aviões “invisíveis” a sistemas de radares, hoje são abordados com maior liberdade pela indústria nos EUA, embora seus detalhes técnicos que os tornam tão especiais no meio militar ainda sejam mantidos em segredo. Os modelos F-117 e B-2 da USAF, por exemplo, foram desenvolvidos em total sigilo.

Até o momento, a Northrop Grumman divulgou apenas representações artísticas sobre o projeto que segue especificações da USAF. O objetivo é desenvolver um bombardeiro stealth com autonomia intercontinental e capacidade para transportar cerca de 20 toneladas de bombas convencionais ou nucleares. Os EUA pretendem adquirir de 80 a 100 dessas aeronaves, cada uma ao custo de US$ 550 milhões.

Para reduzir os custos de desenvolvimento, a USAF pediu uma aeronave equipada com sistemas de tecnologia atuais para não perder tempo (e dinheiro) criando novos sistemas específicos para o novo aparelho, como aconteceu com o B-2 – por isso cada unidade desse bombardeiro custa incríveis US$ 2 bilhões. Além disso, o novo avião invisível dos EUA terá sistemas com “arquitetura eletrônica” aberta, o que vai permitir atualizações no futuro.

A Northrop Grumman adquiriu uma vasta experiência sobre aviões "invisíveis" com o B-2 Spirit (USAF)

A Northrop adquiriu experiência sobre aviões “invisíveis” com o bombardeiro B-2 Spirit (USAF)

Com o novo bombardeiro, a USAF pretende enfim aposentar veterano Boeing B-52, que opera desde os anos 1950, e o problemático B-1 Lancer, que desde sua estreia na década 1980 coleciona mais problemas operacionais do que missões bem sucedidas. O plano é substituir esses aparelhos gradualmente pelo aparelho de última geração até 2040.

Conforme divulgado pela Northrop Grumman, o novo bombardeiro deve atingir a “capacidade operacional” em meados de 2020 e em cerca de dois anos serão iniciados os primeiros testes com artefatos nucleares.

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