Airbus A340-600 da Etihad (foto: Mehdi Nazarinia)

Airbus A340-600 da Etihad (foto: Mehdi Nazarinia)

A crise econômica brasileira fez mais uma companhia aérea desistir de voar para o país. A novidade é que se trata de uma empresa do Oriente Médio, a Etihad, de Abu Dhabi. Segundo ela, os voos serão encerrados no dia 25 de março. Até esta data, os passageiros com reservas terão embarque garantido, já os que compraram bilhetes após essa data “serão contatados pelas agências parceiras para informá-los sobre o reembolso ou opções alternativas de viagem”, diz comunicado da companhia.

A surpresa no caso da Etihad é que a companhia aérea, assim como a Emirates e a Qatar, se beneficiam dos hubs bem localizados e do apoio de seus países para oferecer um serviço mais luxuoso e confortável. Graças a essa vantagem muitas outras companhias acabaram deixando o mercado brasileiro como a Korean Air e a Singapore.


De acordo com a Etihad, cerca de 460 mil pessoas viajaram na rota São Paulo-Abu Dhabi desde o primeiro voo, em junho de 2013. Atualmente, a empresa opera um voo diário com a aeronave Airbus A340-600 com duração de mais de 14 horas.

Apesar de deixar o país, a Etihad ainda pode se aproveitar do fato de ser acionista da Alitalia para direcionar tráfego que tenha interesse em chegar a Abu Dhabi.

“O atual cenário econômico no Brasil, juntamente com a forte depreciação da moeda brasileira, afetaram gravemente as viagens de e para o país. O desempenho da rota ficou aquém das expectativas da empresa e a difícil decisão de suspender indefinidamente as operações locais foi tomada”, justificou a Etihad. Um sinal claro da gravidade que o transporte aéreo no Brasil está.

Debandada geral


Antes da Etihad Airways outras companhias decidiram suspender seus voos para o Brasil. A Korean, por exemplo, deixou o país em setembro enquanto a Singapore, uma das mais premiadas do mundo, encerrou sua frequência no mês passado. Também no final de outubro a Lufthansa suprimiu o voo entre São Paulo e Munique, uma rota secundária da empresa. Na ausência de voos diretos resta aos passageiros optar por rotas alternativas e fazer conexões. Curiosamente, a Avianca havia fechado com um acordo de code-share com a Etihad em junho para vender passagens com escala em Abu Dhabi.