Gana se tornou o sexto cliente do Super Tucano na África. Na imagem, um EMB-314 da Mauritânia (Foto - Força Aérea da Mauritânia)

Gana se tornou o sexto cliente do Super Tucano na África. Na imagem, um EMB-314 da Mauritânia (Foto – Força Aérea da Mauritânia)

A Embraer Defesa e Segurança, divisão militar da Embraer, fechou nesta semana seu segundo pedido por aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano. Desta vez quem comprou os aparelhos foi a Força Aérea de Gana, que passa a ser o quinto cliente da empresa brasileira no continente africano. Nesta mesma semana a República de Mali fechou um pedido de compra de cinco aviões com a mesma configuração e recentemente o Iraque também demonstrou interesse em adquiri-las.

O contrato assinado entre as duas partes compreende, além das aeronaves, apoio logístico para operação dos aviões, assim como a instalação em Gana de sistemas de treinamento para pilotos e mecânicos. As aeronaves, que devem ser entregues a nação africana até 2017, serão empregadas em missões de treinamento avançado, vililância de fronteiras e proteção interna. Os valores da negociação não foram divulgados.



“É com extrema satisfação que anunciamos a Força Aérea de Gana como mais um operador do Super Tucano, uma aeronave já consolidada no mercado global, expandindo assim nossa presença na África”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Estamos seguros de que, com essa aquisição, a Força Aérea de Gana estará equipada com a solução mais apropriada e comprovada para atender às suas necessidades”.

Além de Gana, outros clientes do Super Tucano na África são Mali, Angola, Mauritânia, Senegal e Burkina Faso. Além desses países e do Brasil, o avião militar desenvolvido pela Embraer também é utilizado nas forças armadas do Afeganistão, Chile, Colômbia, Equador, República Dominicana, Indonésia, Honduras e Estados Unidos.

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Concebido inicialmente para o treinamento e formação de pilotos da FAB na década de 1980, o Tucano evoluiu para o formato “Super Tucano” em 2004 e ganhou uma grande capacidade de ataque. O aparelho pode ser armado com mísseis, bombas, foguetes e canhões, que podem ser aplicados em missões de interceptação e abate de outras aeronaves ou então em apoio a forças terrestres. O avião brasileiro já utilizado em combate pela Colômbia e o Peru.