O AF-1 Skyhawk é configurado para pousar e decolar no porta-aviões NAe São Paulo (Marinha)

Os AF-1 em operação no Brasil foram comprados do Kuwait em 1997 (Marinha do Brasil)

A Embraer recebeu no final de março o último caça AF-1 Falcão da Marinha do Brasil para ser modernizado. O trabalho de atualizações da aeronave de combate é realizado pela divisão Embraer Defesa & Segurança na sede em Gavião Peixoto (SP).

O último caça a ser modernizado, um modelo monoplace (para um piloto), está programado para retornar à Marinha em novembro de 2020. Com mais essa unidade, o Esquadrão VF-1, responsável pelas operações com a aeronave, terá seis caças atualizados, sendo quatro modelo monoplaces (AF-1B) e dois biplaces (AF-1C).


De acordo com a Marinha, as aeronaves modernizadas propiciam aos pilotos “maior consciência situacional e familiaridade com a operação de sistemas de uma aeronave moderna”, condição que a corporação considera imprescindível no cenário de combate atual.

AF-1 Falcão é a designação da Marinha do Brasil para o caças navais McDonnell Douglas A-4KU Skyhawk II, um projeto consagrado e provado em combate, mas já bem antigo – a primeira versão da aeronave foi desenvolvida no início da década de 1950. Os jatos em serviço no Brasil foram comprados em 1997 da força aérea do Kuwait para operarem a bordo do porta-aviões NAe São Paulo, desativado no ano passado. Ao todo, foram adquiridas 23 aeronaves.

O processo de modernização dos caças AF-1 foi iniciado em 2009, quando a Marinha formalizou a escolha da Embraer para realizar o projeto AF-1M. A primeira aeronave atualizada foi entregue em maio de 2015.

Modernização


Os caças AF-1 da Marinha modernizados no Brasil são considerados a versão mais avançada do A-4 Skyhawk já desenvolvidas no mundo. O programa de atualização da aeronave inclui a substituição de antigos equipamentos de navegação e comunicação por recursos mais avançados, além da revitalização estrutural para prolongar a utilização dos jatos por aproximadamente mais 10 anos.

(Marinha do Brasil)

Caças AF-1 a bordo do porta-aviões São Paulo; embarcação foi desativada em 2018 (Marinha do Brasil)

Um dos principais recursos de nova geração do AF-1 é o radar israelense EL/M 2032, que possui diferentes modos de operação. O equipamento pode realizar buscas ar-ar, ar-mar, ar-solo e navegação, além de ter a capacidade de rastrear 64 alvos marítimos simultaneamente a uma distância de até 256 km (160 milhas) – no modo ar-ar o alcance do radar é de 128 km.

A lista de novos itens no AF-1 ainda inclui pintura especial de baixa visibilidade, novos aviônicos (do tipo glass cockpit) e sistemas de geração elétrica e de oxigênio atualizados. Com essas modernizações, o caça naval da Marinha pode utilizar mísseis mais avançados e bombas “inteligentes”.

O planejamento original da Marinha do Brasil previa a modernização de 12 caças AF-1, sendo nove AF-1B e três AF-1C, mas por falta de verbas o número de aviões contemplados foi reduzido.

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