Menor variante da nova família de jatos, o E175-E2 deve chegar ao mercado em 2021 (Embraer)

John Slattery, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, ressaltou nesta quinta-feira (12) que a fabricante ainda mantém a meta de introduzir o E175-E2 no mercado em 2021, apesar da falta de pedidos pelo menor modelo da família E-Jet de segunda geração (E2).

“O E175-E2 está absolutamente dentro do cronograma. A primeira aeronave está em montagem final e estamos planejando instalar os dois motores na aeronave amanhã”, disse Slattery, em entrevista coletiva na sede da Embraer em São José dos Campos logo após a entrega do primeiro E195-E2 para a companhia Azul.


O voo inaugural do terceiro membro da família E2 está programado para acontecer até o final deste ano “e esperamos ter a aeronave em serviço até o final de 2021”, disse Slattery.

Questionado sobre a cláusula de escopo que hoje impede a entrada em serviço do E175-E2 com empresas regionais dos Estados Unidos, o CEO da Embraer se mostrou confiante a respeito dos limites serem alterados e assim permitir a introdução da aeronave no mercado norte-americano.

“Se você observar o mercado dos EUA nos últimos 35 anos, a tecnologia sempre precedeu onde o escopo foi. O escopo sempre é definido pela aeronave mais avançada tecnologicamente. Este (o E175-E2) será o avião com o menor nivel de emissões no segmento”, garantiu Slattery.

O novo E175-E2 excede o peso máximo de decolagem previsto na cláusula de escopo da aviação regional nos EUA, que permite somente a operação de aeronaves com até 86.000 libras (39.000 kg). O E175 da primeira geração obedece essa marca, enquanto o E2 é quase 6.000 kg mais pesado.

Enquanto espera pela revisão da cláusula, a Embraer retirou de sua carteira de pedidos uma encomenda da SkyWest por 100 unidades do E175-E2 para cumprir os regulamentos contábeis. A fabricante, no entanto, já enfatizou que a companhia regional norte-americana permanece “comprometida” com o acordo.

Primeiro E175-E2 em construção: aeronave deve decolar até o final deste ano (Embraer)

Slattery afirmou que o E175-E2 não depende apenas do mercado norte-americano para ter sucesso. “Estou confiante de que garantiremos um cliente de lançamento ou clientes (para o E175-E2) fora dos EUA, mais cedo ou mais tarde.”

Enquanto o E175-E2 ainda não tem pedidos firmes, o modelo na versão E1 continua sendo o avião mais vendido da Embraer, sobretudo no mercado norte-americano. Até 30 de junho, a carteira de pedidos firmes pelo jato da primeira geração continha 194 aeronaves.

“Até estarmos em conformidade com o escopo nos EUA, continuaremos vendendo o E175-E1 nesse mercado e o E2 fora dele. Temos a capacidade industrial em nossa linha de montagem para produzir ambas as aeronaves em várias combinações”, finalizou Slattery.

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