A Embraer entrou o 300º Phenom 300 a um cliente particular nos EUA; o jato custa US$ 8,5 milhões (Embraer)

A Embraer entregou o 300º Phenom 300 nos EUA; o jato custa US$ 8,5 milhões (Embraer)

Lançado em 2010, o “jatinho” Embraer Phenom 300 rapidamente se tornou um dos aviões mais vendidos do mundo e o preferido do setor executivo. E os números que o digam: a fabricante brasileira celebra nesta terça-feira (20) a entrega do 300º exemplar da aeronave, a um cliente particular nos Estados Unidos.

Entre janeiro e setembro deste ano, a Embraer já entregou 47 modelos Phenom 300, volume que deve aumentar até o final de 2015, uma vez que tradicionalmente a maior parte das entregas de novas aeronaves acontece no último trimestre do ano. Em 2014, a empresa entregou 73 unidades do jato executivo e no ano anterior foram mais 60 exemplares.


Com esse volume de vendas, a Embraer passou a liderar o segmento de jatos “light” (modelos de pequeno porte) e hoje detém cerca de 60% do mix na categoria.

Os 300 Phenom estão espalhados por 28 países em todos os continentes e, segundo a Embraer, a frota acumula mais de 250 mil horas de voo sem ocorrência de incidentes técnicos.

A carreira do principal jato executivo da Embraer permaneceu intacta até julho deste ano, quando um modelo Phenom 300 caiu nos arredores do aeroporto de Blackbushe, na Inglaterra, matando os quatro ocupantes a bordo, entre eles membros da família Bin Laden – relatório sobre o acidente apontam falha humana.

Receita de sucesso

A Embraer entrou há pouco tempo no setor de aeronaves executivas, mas já detém uma participação significativa e um variado leque de produtos. A empresa estrou no setor em 2001 com a série Legacy, que são aeronaves baseadas em modelos da família ERJ, responsáveis por inserir a fabricante brasileira no mercado da aviação comercial a jato.

Os Phenom 100 e 300 são os jatos executivos "light" mais avançados do mundo (Embraer)

Os Phenom 100 e 300 são os jatos executivos “light” mais avançados do mundo (Embraer)

Também foi criado o Lineage 1000, versão executiva do E 190, hoje um dos principais jatos comerciais da Embraer. Mas o produto que realmente recheou a carteira de pedidos da empresa foi o Phenom, atualmente oferecido nas versões ‘100’ e ‘300’.

O Phenom 100 estrou primeiro, com a primeira entrega em 2008, e teve ótima aceitação no mercado e em 2014 a Embraer já havia entregado mais de 300 unidades desse modelo. A versão 100 é o que se pode dizer de jato “de entrada” da empresa brasileira: custa cerca de US$ 4,2 milhões e na configuração normal transporta quatro passageiros.

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O Phenom despertou a atenção do mercado por suas inovações. O jatinho da Embraer possui recursos de “jatões”: o principal são os controles ‘fly-by-wire’, que dão a aeronave um alto nível de automação, tornando os voos mais seguros e reduzindo o trabalho dos pilotos – não à toa o Phenom é certificado para ser operado somente por um piloto.

A versão 300, que hoje é o principal jato executivo da Embraer em volume de vendas, estreou em 2010 e roubou a cena dos principais produtos do segmento, como o Bombardier LearJet e o Cessna Citation, que lideram a categoria “light” por décadas.

Desempenho

O Phenom 300 é um dos jatos executivos de pequeno porte mais eficientes e versáteis do mundo, podendo ser operado em pequenos aeroportos. Tem autonomia para voar por 3.100 km e alcança a velocidade máxima de 840 km/h a 13.500 metros de altitude.

O Phenom 300 alcança até 840 km/h e tem autonomia de 3.100 km (Embraer)

O Phenom 300 alcança até 840 km/h e tem autonomia de 3.100 km (Embraer)

A cabine, em configuração normal, leva seis passageiros acomodados em poltronas executivas com sistema de entretenimento e opção de conversão em leitos. Como todos os outros jatos executivos da Embraer, o Phenom 300 pode ser customizado de acordo com o gosto do cliente, que pode ser um milionário procurando pelas próprias asas ou uma empresa de táxi aéreo, que oferece esse tipo de aeronave para transporte executivo.

O modelo custa aproximadamente US$ 8,5 milhões (cerca de R$ 23 milhões), um valor equivalente aos de seus concorrentes, que ainda utilizam tecnologias da geração anterior.

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