“Lion Tech”: o jato com pintura especial é um modelo de exibição para clientes (Airway)

O novo jato E195-E2 pousou pela primeira vez no aeroporto de Congonhas nessa terça-feira (22). Quem trouxe o avião para São Paulo foi a própria Embraer, que hoje tem agendado um voo de demonstração com a aeronave para a imprensa e clientes.

E a estreia do E2 no aeroporto central de São Paulo foi em grande estilo. O modelo é o protótipo de exibição com a pintura especial “Lion Tech” (matrícula PR-ZIQ), seguindo a série de customizações criadas pela Embraer inspirada em animais. O jato chegou ontem em Congonhas proveniente de São José dos Campos, da sede da Embraer, após um rápido voo de 31 minutos.


O “leão alado” da Embraer também possui uma cabine de demonstração com assentos distribuídos em diferentes distâncias entre assentos e opções de classe executiva.

O Airway está no voo de demonstração da Embraer, que deve decolar de Congonhas por volta das 15h e retornar em uma hora. Também estão na exibição autoridades e representantes de companhias aéreas Gol e Latam.

Novo gigante em Congonhas

O E195-E2 é um dos candidatos ao posto de maior avião operado em Congonhas. Ao pular uma geração, o novo jato da Embraer ganhou quase 3 metros a mais de comprimento, chegando em 41,5 m. É maior que o Airbus A320 (37,5 m) e o Boeing 737-800 (39,4 m), as aeronaves mais comuns no terminal aéreo paulistano.

A envergadura das asas do E2 também cresceu consideravelmente, passando de 28,7 metros da geração anterior para 35,1 m no modelo atual. Nesse quesito, o A320 (35,8 m) e 737-800 (35,7 m) superam o avião da Embraer.

O “Lion Tech” fez sua primeira demonstração no Paris Air Show, em junho (Embraer)

Maior avião comercial já desenvolvido no Brasil, o E195-E2 pode embarcar até 146 passageiros em fileiras com quatro assentos. Com fuselagens mais largas, o A320 e o 737 transportam mais ocupantes, mas com a malfadada poltrona do meio.

Os modelos da série da E2 também figuram entre as aeronaves comerciais mais avançadas do mundo, com um nível de equipamentos de controle e tecnologias de motorização semelhantes aos aplicados nos grandes jatos Boeing 787 e Airbus A350.

Além de aumentar as capacidades de passageiros com fuselagens alongadas, a versão reformulada dos E-Jets incorporou controles 100% eletrônico (full fly-by-wire), asas maiores e mais eficientes sem a necessidade de winglets, e uma nova linha de motores de baixo consumo. De acordo com a Embraer, todas essas novidades combinadas geram uma redução de até 15% no consumo de combustível das aeronaves.

A Azul já encomendou 51 jatos E195-E2 (Thiago Vinholes)

A primeira unidade do E195-E2 foi entregue à Azul em setembro e empresa deve receber mais seis aparelhos até o final deste ano – e mais 20 em 2020. Segundo o balanço comercial mais recente da Embraer, o maior modelo da série E2 tinha 124 pedidos até o final do primeiro semestre. Além empresa brasileira, outros clientes do jato são as empresas de leasing AerCap e Aircastle e a companhias Binter Canarias e Air Peace.

Seguindo o exemplo da Airbus que comprou o programa CSeries da Bombardier (agora A220) e praticamente dobrou o número de encomendas pela aeronave, o “boom” de pedidos dos jatos E2 é esperado após a finalização do acordo da Embraer com a Boeing para a criação da Boeing Brasil Commercial, previsto para o início de 2021. A joint-venture controlada pelo grupo norte-americano vai assumir 80% da divisão Embraer Aviação Comercial.

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