Além do Brasil, o Super Tucano também é operado em outros 10 países (Embraer)

Além do Brasil, o Super Tucano também é operado em outros 10 países (Embraer)

A Embraer anunciou nesta segunda-feira (16) um pedido firme de seis aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para um cliente não revelado. Segundo a fabricante brasileiro, as entregas serão concluídas em 2018.

No comunicado sobre a encomenda, a Embraer explica que as aeronaves “poderão ser utilizadas para treinamento tático e avançado bem como missões de ataque leve e ISR (Inteligência, vigilância e reconhecimento)”. A empresa, porém, não comentou sobre os valores da negociação.



De acordo da fabricante brasileira, o Super Tucano, em mais de 10 anos de serviço, soma mais de 320 mil horas de voo e mais de 40 mil horas de combate. A aeronave da Embraer já participou de operações militares pelas forças armadas do Afeganistão, Colômbia e até mesmo com o Brasil, no combate ao narcotráfico bombardeando pistas e interceptando aeronaves irregulares.

O Super Tucano é um tipo de avião projetado para operar em locais com operação precária, com capacidade para pousar e decolar em pistas de terra semi-preparadas. Também pode ser equipado com mais de 150 sistemas de armamentos, que variam de mísseis ar-ar e ar-terra a bombas guiadas a laser, assim como equipamentos avançados de busca ou até para perturbação eletrônica.

A Força Aérea Brasileira (FAB) é o maior operador do Super Tucano, com mais de 90 unidades na frota. Em seguida vem a Colômbia, com 25 aparelhos, e o Equador com mais 18 aviões. A Afeganistão, que recebe suas aeronaves importadas dos Estados Unidos, onde são montadas pela Sierra Nevada, parceira da Embraer, em breve será um operador de destaque do modelo, com com uma força de 20 unidades.

O Embraer A-29 Super Tucano lança uma bomba guiada a laser em avaliação do programa OA-X (USAF)

O Super Tucano é cotado para ser o principal avião de ataque leve dos EUA (USAF)

O turbo-hélice de ataque é a aeronave militar mais bem sucedida na história da indústria brasileira, com mais de 200 unidades entregues. Além do Brasil, o Super Tucano também é operado em outros 11 países na Ásia, África, América Latina e Oriente Médio, onde estreou recentemente no Líbano.

O modelo da Embraer em parceria com a Sierra Nevada também disputa um importante contrato nos EUA, onde concorre para ser o principal avião de ataque leve da força aérea americana.

O Super Tucano produzido pela Embraer em Gavião Peixoto (SP), a “casa” dos aviões militares do Brasil. A planta também é a linha de montagem final do cargueiro KC-390 e futuramente também receberá a produção do caça supersônico Gripen NG.

Veja mais: Embraer avalia desenvolver novo turbo-hélice comercial