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Após perder mais um Su-30, a frota venezuelana agora conta com 22 exemplares do caça russo (AMB)

Um caça Sukhoi Su-30 da força aérea da Venezuela caiu nessa quarta-feira (16) momentos depois de decolar da base aérea em El Sobrero, no estado de Guárico, para um voo de treinamento. O acidente matou os dois pilotos que estavam a bordo aeronave, o general de brigada Virgilio Márquez e o capitão Nesmar Salazar, informou o Ministério do Poder Popular de Defesa do país.

Nicolás Maduro, que governa a Venezuela com mão de ferro, lamentou a morte dos militares e ordenou uma investigação imediata sobre a queda da aeronave de fabricação russa. Já Juan Guaidó, presidente interino do país e principal opositor do regime atual, disse pelo Twitter que o acidente fatal é resultado da falta de manutenção dos caças.


“É necessário perguntar por quanto tempo a dor e o sofrimento serão constantes na família militar. Quantos oficiais mortos se somam as falhas de manutenção? Hoje, a aviação está sofrendo porque há mais duas vítimas de corrupção e mal-entendidos nas Forças Armadas”, escreveu Guaidó.

O acidente com o caça também gerou protestos da advogada Rocío San Miguel, presidente da ONG venezuelana Control Ciudadano. Pelo Twitter, Rócio disse que “não é normal um avião de combate como o Sukhoi Su-30, em boa manutenção, ter uma falha no controle de voo no momento da decolagem”. A ativista também questionou o fato dos assentos ejetores da aeronave não terem sido acionados, já que “foram projetados para serem ejetados com sucesso mesmo em baixa altitude”.

Este foi o segundo acidente com um Su-30 na Venezuela. Em setembro de 2015, uma aeronave do mesmo modelo caiu próximo a fronteira com a Colômbia, matando os dois pilotos que estavam a bordo.

Os Su-30MK2V, versão do caça-bombardeiro operado na Venezuela, são considerados os aviões de combate mais avançados e capazes em serviço em toda América Latina.

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