Projeção artística do Tiangong 1, o laboratório espacial chinês que está em órbita desde 2011 (CNSA)

Projeção artística do Tiangong 1, o laboratório espacial chinês que está em órbita desde 2011 (CNSA)

Partes da estação espacial da China desativada, a Tiangong-1, que resistirem à reentrada na atmosfera terrestre podem cair sobre países na Europa. O alerta foi lançado pelo departamento de monitoramento de detritos especiais da Agência Espacial Europeia (ESA), que lidera a busca pela estação chinesa junto a outras 13 agências espaciais, incluindo a CNSA (China National Space Administration), a “NASA” chinesa.

Segundo a ESA, detritos da Tiangong-1, a primeira estação espacial da China em órbita desde 2011 e desativada no ano passado, podem cair descontroladamente numa faixa entre as latitude 43° ao norte e 43° ao sul, região onde cruzam três continentes, entre eles a Europa.



“A reentrada pode acontecer em vários pontos do planeta Terra entre essas latitudes, e essa precisão de queda inclui vários países europeus”, afirmou Holder Krag, diretor da divisão da ESA que acompanha a movimentação de detritos espaciais, também chamados de “lixo espacial”.

O especialista da ESA ainda apontou que os detritos devem reentrar na atmosfera terrestre entre janeiro e março do próximo ano. “Agora que seu perigeu (ponto de órbita mais próximo do planeta Terra) está abaixo de 300 km e está em uma atmosfera mais densa, a taxa de descida do artefato está aumentando”, explicou Krag.

A própria agência espacial da China também já admitiu que perdeu o contato com a estação no final de 2016. A reentrada do módulo na atmosfera terrestre foi iniciada em março do ano passado. A Tiangong-1, que em mandarim significa “Palácio Celestial”, tem 12 metros de comprimento por 3,3 m de diâmetro, além de pesar cerca de 8.500 kg.

A China ainda tem em órbita a estação Tiangong-2, colocada em órbita em setembro de 2016 e já visitada por “taikonautas” (como a China chama seus astronautas), que passaram 30 dias a bordo do módulo espacial, entre outubro e novembro do ano passado.

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