O primeiro 737 MAX da Copa: mais conforto e capacidade nos voos para o Panamá (Copa)

A Copa Airlines apresentou nesta terça-feira (18) na cidade do Panamá seu primeiro Boeing 737 MAX 9, a mais recente geração do birreator de passageiros mais produzido na história. Fruto de uma encomenda realizada em 2016, o MAX passará a ser a frota padrão da companhia panamenha, conhecida por ter transformado o aeroporto de Tocumen num hub nas Américas.

Por isso o negócio com a Boeing envolve nada menos que 71 aviões 737 das versões 8, 9 e 10 – hoje a frota da Copa é formada por sete 737-700 NG e 68 737-800 NG além de 14 Embraer E190.



Os Boeing 737-9 estão configurados para 166 assentos e duas classes incluindo 16 assentos intervalo de fileiras de 1,52 m. Chamada de “Dreams” (sonhos), a classe possui poltronas que reclinam em maior ângulo além de comodidades como  tela de 16 polegadas, entradas USB e de energia. Além disso, a Copa terá parte da classe econômica com pitch de 34 polegadas (86 cm), mais espaçosa que as convencionais.

Com isso, ela aumentará sua capacidade em rota comparada ao 737-800 e também economizará combustível graças aos novos motores Leap 1-B fornecidos pela CFM. De quebra o jato oferecerá uma alcance superior e que vai de encontro ao perfil de uso internacional da companhia mas com destinos dentro do continente americano.

A expectativa é que quatro outros 737 MAX sejam entregues neste ano e outros oito em 2019. O primeiro voo com a nova aeronave ocorrerá nesta quinta-feira (20) com destino a Tampa e Miami, na Flórida. Na sexta o jato assumirá um voo para San Francisco e mais tarde para Los Angeles.

Em entrevista ao site Pan Rotas, o vice-presidente global de vendas da Copa, Christophe Didier, garantiu que o novo 737 MAX logo será usado no Brasil: “esse avião é perfeito para a rota entre Tocumen e São Paulo”, afirmou.

Narrowbodies intercontinentais

A estratégia da Copa é uma tendência que deve se espalhar pela aviação comercial nos próximos anos. Com o advento dessa nova geração de “narrowbodies” (aviões de corredor único), passou a ser possível voar sem escalas para vários destinos antes só atendidos por “widebodies”, mas que não eram viáveis economicamente.

Agora aviões como a série MAX do 737 e a família A320neo da Airbus já se qualificam para assumir essas rotas de uma forma mais eficiente. Não é à toa que a Gol tenha decidido colocar seus primeiros 737 MAX 8 em voos do Brasil para os Estados Unidos e a Azul, lançado frequências entre Belém e Miami, entre outras.

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