A Aloha Air Cargo, do Havaí, foi uma das empresas que adquiriu o jato 767 convertido em 2017 (Divulgação)

A Aloha Air Cargo, do Havaí, foi uma das empresas que adquiriu o jato 767 convertido em 2017 (Divulgação)

As conversões de aviões comerciais para a função de transporte de carga aumentaram 7% em 2017, com 91 aeronaves modificadas, aponta o Flight Fleets Analyzer 2017 publicado pelo Flight Global. Nesse período, o principal destaque foi o crescimento de 50% nas conversões de aeronaves de corpo largo (widebody), com um total de 28 cargueiros transformados.

Entre os aviões de grande porte, o modelo mais convertido foi o Boeing 767-300, com 24 aparelhos modificados. Essas aeronaves foram encomendadas por empresas como a Aloha Air Cargo, Atlas Air e a Prime Air, a companhia aérea de carga da Amazon.


Em ritmo de retirada da aviação comercial, muitos Boeing 747 ainda estão em boas condições para seguir voando com cargas, como foi o caso de dois modelos 747-400 convertidos a pedido da companhia Asiana Airlines, da Coreia do Sul.

Outros jatos widebody modificado em 2017 foram um Airbus A300-600, convertido para a Uni-top Airlines, e a entrega do primeiro A330P2F, alterado pela própria Airbus, para ASL Airlines

As conversões de aeronaves de corpo estreito (narrowbody), por outro lado, teve um resultado sensivelmente inferior ao de 2016, como aponta a publicação. Ao todo, 54 jatos dessa categoria foram convertido, três a menos que o resultado do ano retrasado.

O Boeing 737 BCF pode transportar quase 24 toneladas de carga (Boeing)

O Boeing 737 BCF pode transportar quase 24 toneladas de carga (Boeing)

Entre os narrowbody, o modelo mais modificado foram os jatos da família Boeing 737, com 32 conversões. O montante inclui 24 737-400, cinco 737-300, dois 737-700 e um 737-800, o primeiro da série 737 Next Generation modificado para transportar carga.


“As conversões de 737 estabilizaram em 2017”, apontou Chris Seymor, consultor do Flight Fleets Analyzer. “Este ano será bom para os 737 Classic e 757, embora, como a matéria-prima está se esgotando, pode ser um último bom ano”, completou Seymor, em referência aos veteranos jatos da Boeing que estão virando raridade.

Já as conversões de Boeing 757 caíram de 27 para 16 unidades em 2017. Outros jatos de corpo estreito modificados no ano passado foram cinco MD-80 e um Bombardier CRJ200.

Os principais compradores de jatos de corpo estreito de carga em 2017 foram a ASL Ailines (seis 737-400SF), West Atlantic (quatro 737-400SF), DHL (seis 757-200SF), SF Airlines (quatro 757-200SF) e Aeronaves TSM (quatro MD-82SF).

A Modern Logistics, do Brasil, opera com o 737-400 de carga (Divulgação)

A Modern Logistics, do Brasil, opera com o 737-400 de carga (Divulgação)

“Os 737 Next Generation terão maior participação em 2018. Embora existam mais 737 NG e com a chegada dos primeiros A321 (no setor de carga), os principais problemas serão preços e disponibilidade. Os clientes iniciais serão principalmente lessores e operadores chineses”, prevê Seymor.

No segmento de aviões turbo-hélice foram registradas apenas nove conversões, uma a menos que o resultado de 2016. A lista inclui quatro ATR 72-200, dois Dash-8 100, um Bombardier Q200 e dois Saab 340B.

Conversões registradas em 2017 separadas por modelos de aeronaves (Flight Global)

Conversões registradas em 2017 separadas por modelos de aeronaves (Flight Global)

Ainda de acordo com a publicação, os principais locais de conversão de aeronaves foram os Estados Unidos, com 34 aviões modificados, seguido por Israem com 21 e China com 16.

Veja mais: FedEx faz primeira encomenda de versão cargueira do ATR 72