A S7 quer produzir o jatinho Epic Victory, desenvolvido nos EUA (Sergey Ryabtsev/GFDL)

A S7 quer produzir o jatinho Epic Victory, desenvolvido nos EUA e hoje nas mãos dos russos (Sergey Ryabtsev/GFDL)

Já viu uma companhia aérea construir seus próprios aviões? Esse é justamente o plano da S7 Airlines, da Rússia, que apresentou nesta semana ao governador de Moscou, Andrey Vorobyov, um projeto para iniciar a montagens de jatos executivos ultra-leves.

Segundo a rede de televisão russa RT, Vorobyov visitou o centro de treinamento da companhia e se reuniu com seu diretor-geral, Vladimir Obedkov, que revelou a intenção da S7 em investir cerca de 13 bilhões de rublos (cerca de R$ 758,5 milhões) no novo empreendimento. Obedkov ainda afirmou que o projeto pode gerar cerca de mil postos de trabalho, mas não especificou quando a construção da planta poderia ser iniciada.



O avião que a companhia russa planeja construir é o Epic Victory, um jato monomotor para quatro ocupantes. A aeronave foi desenvolvida originalmente pela Epic Aircraft, empresa dos Estados Unidos que faliu em 2009 e três anos depois foi adquirida pelo grupo russo Engineering LCC.

A S7 Airlines é atualmente o segundo maior grupo de aviação comercial da Rússia, atrás apenas da Aeroflot. Outras divisões da S7 são as companhias Siberia Airlines e a Globus Airlines.

Jatinho de US$ 1 milhão

O Epic Victory foi um dos primeiros monojatos para uso privado sugeridos pelas indústria aeronáutica, segmento que começou a tomar forma somente há pouco tempo, especialmente com o lançamento do Cirrus SF50.

A S7 Airlines é um dos operadores do Embraer E170 (Anna Zvereva/Creative Commons)

A S7 Airlines é um dos operadores do Embraer E170 (Anna Zvereva/Creative Commons)

O Victory voou pela primeira vez em 6 de julho de 2007, mas dois anos depois sua produção foi suspensa devido ao pedido de falência da Epic Aircraft, que entregou apenas 16 unidades. Nos EUA a aeronave é classificada como avião experimental. O próximo passo da fabricante era obter a certificação do jato para a aviação geral, o que aumentaria suas possibilidades de atuação.

Na época do lançamento do Victory a fabricante de Bend, no estado do Oregon, fez certo barulho com o produto, que era anunciado por apenas US$ 1 milhão (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual), uma “merreca” para um jato. Apesar do preço, o avião foi um fracasso em vendas.

Segundos do fabricante, o Victory pode voar a velocidade máxima de 592 km/h e tem autonomia de 2.222 km. O motor usado na pequena aeronave é um turbofan Pratt & Whitney PW600, que também é utilizado em aviões executivos leves como o Cessna Mustang e o Embraer Phenom 100.

Veja mais: Azul estreará voos com o novo Airbus A330neo em dezembro