O 737 MAX 8 tem capacidade para transportar até 175 passageiros (Boeing)

O 737 MAX foi aterrado no mundo todo após o segundo acidente com um modelo da nova série (Boeing)

Sem entregar um único 737 MAX desde a segunda metade de março, a Boeing está vendo seu volume de entregas despencar no últimos meses. A fabricante despachou apenas 90 aviões no segundo trimestre deste ano, o que representa uma queda acentuada de 53,6% em relação ao mesmo período em 2018, quando entregou 194 aeronaves, sendo mais da metade de modelos da série 737.

No resultado divulgado pela Boeing nesta terça-feira (9) ainda constam a entrega de 24 jatos 737 no segundo trimestre. Parte deste volume, porém, é referente ao modelo da geração anterior, o 737 Next Generation, incluindo a última unidade da série.


Com o impasse sobre o retorno do 737 MAX, o acumulado de entregas da Boeing neste ano já sofreu uma queda de 36,7%, com 239 aeronaves entregues (sendo 113 jatos 737) . Nesse mesmo período em 2018, a fabricante já havia entregado 378 aviões, incluindo 269 modelos 737 (MAX e NG).

O resultado da Boeing no segundo trimestre também trouxe uma curiosa situação com o 787 liderando a lista de aviões mais entregues pela fabricante. Ao todo, foram despachadas 42 unidades do Dreamliner no período, volume que supera o mesmo balanço de 2018 em quatro unidades.

As entregas de outros aviões comercias da Boeing permaneceram estáveis no segundo trimestre de 2019, com 12 modelos 777, 10 767 e dois 747.

Com o MAX ainda proibido de voar e sem um prazo definido para seu retorno, além da conclusão dos pedidos pelo 737 NG, nos próximos meses as entregas da Boeing ficarão concentradas apenas em jatos de grande porte.

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