Bom filho a casa torna: após 33 anos, o programa Dash 8 volta às mãos da DHC (Divulgação)

A Bombardier concluiu nesta segunda-feira (3) a venda do programa QSeries por US$ 300 milhões ao grupo Longview Aircraft Capital, do Canadá. A produção do turbo-hélice Q400 e suporte aos modelos Dash 8 agora ficará a cargo da De Havilland Canada (DHC), fabricante que desenvolveu a versão original da aeronave e que retorna ao mercado como uma nova subsidiária da Longview após 33 anos de inatividade.

Com a mudança de comando, o Q400 foi renomeado como “Dash 8-400”, seguindo a ordem natural da família Dash 8 original, que teve as versões -100, -200 e -300. O turbo-hélice comercial foi lançado em 1983 pela De Havilland Canada, fabricante que posteriormente foi privatizada e adquirida pela Boeing, em 1986, e depois, em 1992, pela Bombardier, que extinguiu o nome DHC e mudou o nome do programa Dash 8 para QSeries.


O Dash 8-400 continuará sendo produzido em Downsview, no subúrbio de Toronto, sob um contrato de arrendamento que se estende até 2023. Em comunicado, a Longview afirmou que está buscando um novo local para produzir o turbo-hélice a longo prazo, uma vez que a fábrica onde o modelo é produzido também foi vendida pela Bombardier.

Além do programa QSeries, a “nova” DHC também herdou o diretor do programa nos tempos da Bombardier, Todd Young, e mais de 1.200 funcionários. A Longview apontou que a conclusão do negócio “garante a continuidade operacional (do QSeries/Dash 8) e uma transição perfeita para os clientes”.

A Longview Aircraft Capital tem uma longa associação com a Bombardier e a De Havilland Canada. Em 2005 e 2006, a Viking Air, uma das marcas do grupo canadense, adquiriu todo o antigo portfólio de aeronaves da DHC fora de produção, desde o DHC-1 Chipmunk até o DHC-7 Dash 7. Em 2007, a empresa reiniciou a produção do DHC-6 Twin Otter, com a série 400 atualizada.

O grupo canadense também está analisando a opção de adquirir o programa de jatos regionais CRJ, hoje o último produto da Bombardier na aviação comercial, já que a empresa também abriu mão da família CSeries, hoje controlada pela Airbus e renomeada como A220.


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