O 737 MAX 8 tem capacidade para transportar até 175 passageiros (Boeing)

Os dois acidentes recentes com o 737 MAX 8 deixaram 338 mortos (Boeing)

A Boeing anunciou nessa quinta-feira (14) a suspensão nas entregas do Boeing 737 na versão MAX, igual aos dois modelos que caíram na Indonésia e na Etiópia, em outubro de 2018 e nesse último domingo (10), respectivamente. A fabricante, no entanto, confirmou que continuará produzindo a aeronave com o mesmo ritmo em sua planta em Renton, nos Estados Unidos, onde são concluídos 52 aviões por mês.

“Suspendemos as entregas do 737 MAX até encontrarmos uma solução”, disse um porta-voz da Boeing, acrescentando que a fabricante mantém a produção do modelo.


O porta-voz da Boeing também descartou a possibilidade de reduzir o ritmo de produção ou fechar temporariamente a linha de montagem do 737 MAX. “Estamos avaliando nossas capacidades e vamos ver onde é que os aviões que saem da linha de montagem serão armazenados.”

Após o segundo acidente com o 737 MAX 8, desta vez um modelo da companhia Ethiopian Airlines, autoridades de aviação no mundo ordenaram o aterramento do novo jato da Boeing (o 737 MAX 9 também foi estacionado). Antes disso, companhias aéreas do mundo todo que voam com a aeronave já haviam parados suas frotas por precaução. A Gol, que opera sete modelos 737 MAX 8 no Brasil, foi uma dessas empresas.

Em outubro do ano passado, um Boeing 737 MAX 8, da companhia Lion Air, caiu no Mar de Java, na Indonésia, 12 minutos após a descolagem, matando todos os 189 ocupantes a bordo. Uma das caixas pretas recuperadas no acidente indicou que o motivo da queda pode ter sido uma falha no sistema de controle automático da aeronave.

A promoção "VAIEVOTA" é válida para todos os voos operados pela Gol (Divulgação)

Os sete jatos 737 MAX 8 estão parados desde o dia 11 de março (Divulgação)

As duas caixas pretas do avião da Ethiopian Airlines, que também caiu poucos minutos após alçar voo em Adis Abeba, na Etiópia, também foram recuperadas e serão analisadas na França. Autoridades da Etiópia se recusaram a enviar os equipamentos para os EUA, por serem uma parte interessada na investigação.


A análise dos gravadores (um de dados de voo e outro de vozes na cabine de comando do avião) ficará a cargo da autoridade de aviação civil francesa, o BEA (Bureau d’Enquêtes et d’Analyses pour la sécurité de l’aviation civile).

Desde 2017, a Boeing entregou 371 unidades do 737 MAX (dos modelos MAX 8 e MAX 9). A lista de pedidos pela nova série MAX ainda contempla mais 4.740 aeronaves.

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