O Boeing 757 foi produzido entre 1981 e 2004, mas nunca fez sucesso (Delta)

O Boeing 757 foi produzido entre 1981 e 2004, mas nunca fez sucesso (Delta)

A Boeing, atual maior fabricante de aviões do mundo, tem um cronograma de projetos de aeronaves comerciais bem definido até pelo menos 2022. Até lá serão entregues o novo jato 737 MAX, o 787-10 e mais duas versões do 777, 8X e 9X, todos aparelhos de nova geração, com motores de baixo consumo e índices de manutenção inferiores.

Em meio a todos esses projetos ou ao final deles o mercado pode mudar, surgindo nova necessidades. E a Boeing já está enxergando algumas mudanças de trajetória.


“Vemos uma demanda significativa para aeronaves médias. Se conseguirmos produzir um avião com alcance entre 7.200 km e 8.000 km com capacidade de 220 a 280 passageiros, haveria muita demanda. Eu diria que na casa dos milhares. Facilmente mais do que 2.000 (jatos)”, contou John Wojick, vice-presidente global de vendas e marketing da Boeing Commercial Airplanes, ao site Aviation Week.

A aeronave proposta por Wojick seria ligeiramente maior que o 737-900 atual, mas com alcance semelhante ao do 787, jato mais recente da fabricante norte-americana, utilizado em rotas de média e longa distância. Em outras palavras, seria o renascimento de 757 modernizado, modelo com essas características que a Boeing produziu entre 1981 e 2004, período em que não havia interesse por esse tipo de avião – foram fabricadas 1.054 unidades.

Nas turnês de 2008 e 2011, Bruce Dickinson pilotou um Boeing 757-200 (Iron Maiden)

Nas turnês de 2008 e 2011, Bruce Dickinson pilotou um Boeing 757-200 (Iron Maiden)

Esse tipo de aeronave pode oferecer uma alternativa mais eficiente em termos custos para companhias que realizam voos médios e longos com jatos maiores, os chamados “widebody”, mas nem sempre cheios. “Os clientes querem a aeronave mais eficiente com a economia de um só corredor “, diz Wojick . A configuração de apenas um corredor também pode ser decisiva para alcançar bons números de consumo de combustível: “Se isso significa que aeronaves de dois corredores são menos eficientes, então ficaria feliz com apenas um corrredor”, acrescentou.

O “novo” 757, porém, ainda não está no programa de projetos da Boeing. “Primeiro temos que terminar a família 737 MAX, depois temos o 787-10 eo 777X. Paralelamente, estudamos novas oportunidades para aumentarmos nossa linha de produtos no futuro. Mas é muito claro para nós que há o interesse por uma aeronave maior que o 737”, finalizou o executivo da Boeing.


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