Rafael Luiz Canossa

A parceria com a Avianca vai permitir a Azul atrair mais clientes da Colômbia (Rafael Luiz Canossa)

A Azul e a Avianca Holdings, com sede na Colômbia, anunciaram nesta semana um acordo de interline, gerando maior conectividade com os clientes de ambas as companhias aéreas. As companhias agora vendem passagens em conjunto para voos entre suas redes de rotas, permitindo que os passageiros viajem com um único bilhete, façam o check-in uma vez e recebam as malas no destino final.

Os clientes da Azul poderão conectar-se às rotas da Avianca, composta por 76 destinos em 27 países nas Américas, Caribe e na Europa. Já os passageiros da Avianca Airlines terão acesso a mais de 100 destinos da Azul pelo Brasil.


“Este acordo com a Avianca Holdings será muito importante para fortalecer nossa presença internacional, especialmente apresentando o serviço colombiano da Avianca aos nossos clientes que desejam explorar o Brasil. Da mesma forma, nossos clientes podem aproveitar a conveniência de comprar seus ingressos e emitir seus cartões de embarque uma vez, além de ter acesso a vários destinos internacionais operados por nosso novo parceiro “, disse Marcelo Bento Ribeiro, diretor de alianças da Azul.

Avianca Holdings é o grupo proprietário da agora chamada “Avianca Airlines”, a divisão original da companhia (antes Avianca Colômbia) criada na Colômbia em 1919. Esse mesmo conglomerado também possui operações em outros países na América do Sul e Central, com empresas como a Avianca Peru e a Avianca Honduras.

A Avianca Brasil, em processo de recuperação judicial, nunca fez parte da Avianca Holdings. A empresa pertence ao grupo brasileiro Synergy, dono da companhia Ocean Air e que em 2010 obteve uma licença para voar com a marca Avianca.

A Avianca Airlines tem atualmente voos de Bogotá (Colômbia) para São Paulo e Rio de Janeiro, além de Lima (Peru) para São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.


No comunicado da Azul sobre o acordo com a Avianca, divulgado até o momento apenas em inglês, nota-se o cuidado da companhia brasileira ao se dirigir a nova parceira, sempre chamada de Avianca Holdings para não ser confundida com a infortunada Avianca Brasil.

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