Além de mais confortável, o 787 oferece uma economia de combustível que pode chegar a 20% comparado a modelos da geração anterior (Foto - United Airlines)

Além de mais confortável, o 787 oferece uma economia de combustível que pode chegar a 20% comparado a modelos da geração anterior (Foto – United Airlines)

De novo marco na aviação comercial a quase um fiasco. O Boeing 787, mais moderno jato hoje em operação no mundo, teve um início de carreira turbulento, com vários problemas técnicos e atrasos. Mas, com o tempo, o birreator começa a virar padrão nas rotas internacionais de várias companhias aéreas e o Brasil tem sido um dos principais destinos do modelo.

Nada menos que quatro empresas já operam o 787 no país e outras três devem iniciar operação até o início de 2016. A estreante foi a Ethiopian há exatos dois anos, com três frequências entre Addis Ababa e Rio de Janeiro e São Paulo, com escala no Togo. Mais tarde, a companhia africana eliminou as paradas em Lomé e no Rio e agora pretende ampliar para cinco voos semanais diretos para Guarulhos.


A segunda companhia a colocar o Brasil no mapa do 787 foi a LAN, em outubro do ano passado, ligando Guarulhos a Santiago do Chile. Em fevereiro deste ano, a rival Avianca (em seu braço colombiano) também introduziu o jato numa rota sul-americana, entre Bogotá e São Paulo.

A mais recente operadora do 787 no Brasil é a americana United, que passou a voar entre Guarulhos e Houston, nos Estados Unidos, diariamente. A empresa, no entanto, manterá o Boeing na linha apenas até novembro, a princípio.

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Galeão na mira

A própria United estreará o 787 também com destino ao Rio de Janeiro. Em 18 de agosto, o voo para Houston, hoje operado com o 777-200, passará a ser feito com o 787-9, que tem maior capacidade que o 787-8 usado por outras empresas. O Galeão também pode receber voos da Aeromexico usando o mesmo equipamento (a companhia chegou a anunciar o equipamento, mas decidiu suspender o serviço) e a holandesa KLM planeja o mesmo em março do ano que vem – a companhia receberá os primeiros exemplares do jato em breve.

Por fim, a American Airlines, que tem no Brasil um dos seus maiores mercados no mundo, confirmou na semana passada que usará o 787-8 na rota entre Guarulhos e Los Angeles, no lugar do 777 usado atualmente. A mudança ocorrerá em 5 de novembro.

Veja os destinos do Boeing 787 voa a partir do Brasil

Veja os destinos do Boeing 787 voa a partir do Brasil (O voo entre Rio e a Cidade do México está suspenso por ora)

Operação mais econômica

O interesse dessas companhias em operar o novo jato da Boeing vai além de oferecer uma viagem mais confortável para seus passageiros – o 787 possui um sistema de climatização mais agradável, janelas 40% maiores, bagageiros idem e menos turbulência em voo, entre outras diferenças. O modelo também é bem mais econômico de operar.

Segundo relatos de várias companhias que operam o modelo, o 787 é capaz de consumir 20% menos querosene que o 767-300. Além disso, sua autonomia, de mais de 15 mil km na versão 787-9, permite operar rotas que hoje necessitam de escalas.

A TAM será a primeira companhia da América do Sul a receber o A350. Azul e Avianca também encomendaram o modelo (Foto - Airbus Group)

A TAM será a primeira companhia da América do Sul a receber o A350 (Foto – Airbus Group)

A350 a caminho

A ‘solidão’ do 787 como mais avançado jato comercial em operação no Brasil está perto de acabar. A TAM deve receber os primeiros exemplares do jato europeu até o final deste ano. Maior que o 787, o Airbus deve mirar nos clientes do 777, hoje uma espécie de ‘pau para toda obra’ da aviação.

Além da TAM, Avianca e Azul também receberão o modelo, que esteve no país novamente no início de julho, em demonstração. Também a companhia Qatar, primeira operadora do modelo, planeja colocá-lo nas suas rotas para São Paulo e Rio de Janeiro.

Com isso, a paisagem dos aeroportos internacionais brasileiros deve mudar nos próximos anos. Serão mais comuns os modelos de fuselagem esguia e asas e empenagem esbeltas, um ótimo sinal para os passageiros, que chegarão em seus destinos mais “inteiros”.